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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Fiéis defuntos

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

 SOLENIDADE

2 de Novembro de 2014
Ano A

-FINADOS-José Salviano


A MORTE NÃO É O FIM
Evangelho - Mt 5,1-12a

            A morte é um virar de página  para o segundo e eterno capítulo da nossa história pessoal, que uma vez terminada  a fase existencial terrena,  passamos para a segunda fase que é eterna.  Continua


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Nossa comunhão com o seu amor.
"Senhor, concede-lhes, nós amamos o seu amor como nunca antes, dando-lhes, que ainda estão longe de nós ir para a tua luz, e mostrar-nos o caminho da peregrinação conturbado, conceder-lhes que estamos de luto e estamos mais perto do que nunca , que vai entreter e lutar com a gente na terra. Senhor, concede-lhes, após a batalha da vida, a paz eterna e a luz perpétua brilhe para eles como para nós como a luz da fé, e, em seguida, como a luz da eternidade vida abençoada. "
Com esta oração, ele escreveu, o teólogo Karl Rahner resume a crença cristã na vida eterna e nosso relacionamento com aqueles que nos precederam na glória infinita, destacando não só a possibilidade de que oramos, nos túmulos ou nas igrejas, para nossa falecido entes queridos, mas também a certeza de que eles intercedam por nós e nos acompanhe experiência terrena. Nós oramos por eles e eles estão orando por nós e nos ajudar.
O que temos com nossos entes queridos é de fato uma relação de comunhão que se realiza na oração. Nele, podemos confiá-los ao Senhor para conceder-lhes a recompensa da perseverança no bem terrena e constância na luta e dor cristã e sentir a certeza de que eles tenham incorrido, continuando nossa peregrinação terrena. Ao mesmo tempo, enquanto nós pedimos a Deus para eles "luz perpétua", professamos nossa fé na vida eterna de que temos um ensaio na vida presente. Qualquer celebração funeral e a própria liturgia em 2 de novembro deve, de fato, incentivar em nós a memória da não permanência desta vida e reacender em nós a certeza de ser destinado a uma vida sem fim na dimensão futura.
Com os nossos entes queridos que temos tido relatos de proximidade, de amor e de comunhão; com eles vivemos experiências alegria e tristeza, compartilhando Agora doença de saúde, ou exultação por um objetivo alcançado agora depressão por uma perda ou um fracasso. Junto com eles lutamos, perigo enfrentado, inesperada e muitas vezes também viveu mal-entendidos e equívocos, a partilha, em suma, tudo o que faz attemptable vida.
Mas acima de tudo, vivemos com eles em nome da fé e da esperança, agora, enquanto affolliamo nossos cemitérios colocando flores e velas acesas sobre os túmulos de nossos entes queridos, sempre conceber fé na certeza de que a sua proximidade e sua empresa é paralelo ao que eu levei vantagem durante a sua vida terrena: a fé nos sustenta na certeza de que eles não desapareceram, mas que continuam a apoiar as nossas batalhas, assimilando todos os nossos esforços e rincuorandoci em dificuldades e provações. Ao mesmo tempo, nós também apoiá-los para extinguir qualquer culpa residual através da oração de sufrágio, o diálogo contínuo com os nossos entes queridos em oração e do exercício da caridade mútua eficaz, que é a consolidação da nossa fé. Nutrir o nosso relacionamento com o falecido sob a forma de evocação não-trivial de supostas mensagens espíritas, mas simplesmente em nossa fé que se expressa na oração e na caridade, nós aumentamos o consolo de não estar só e não banalizar tudo o que fizemos para eles e que eles têm feito por nós, enquanto eles estavam na vida, somos encorajados a prosseguir o nosso caminho para viver o presente com uma visão do futuro, especialmente alguns de nós também ser direcionada para o mesmo destino e glória da ressurreição.
Quando, há quatro meses, de forma inesperada e sem aviso, meu pai foi retirado da vida presente, mantendo-se confuso e atordoado pela tragédia do evento pessoalmente, eu não pude deixar de notar uma experiência semelhante de luto você pode viver e interpretar corretamente apenas na perspectiva da fé. Qualquer outra perspectiva que se afasta da crença religiosa e, especialmente, sobre a nossa relação com o Senhor ressuscitado não é o suficiente para inspirar coragem desaparece quando um dos pais leva uma comissão enquanto em uma loja; Em vez disso, a fé é o único recurso que pode proporcionar, em casos como estes, consolo, dando razões de esperança e confiança. Eu refleti sobre a impermanência da nossa vida presente, a importância do desenvolvimento de cada momento, mas também experimentada como realidade a proximidade do meu pai, logo recebendo os benefícios e os benefícios tangíveis que não tinham ocorrido!
Santo Agostinho diz que aqueles que nos deixaram não são do ausente, eles são apenas invisível, mantenha seus olhos cheios de glória focados em nosso chorosa "fé somente pode dar-nos a perspectiva da visão destes" invisível "que para trás para ver tangível no momento da visão beatífica, quando também será dado o mesmo tamanho de glória. Nesta visão de absoluta confiança, não há espaço para hesitação, dúvida e objeções só servem para desorientar e provocar apenas desânimo e desespero: a visão da fé é a única perspectiva abandonar-nos confiança nas mãos do Deus vivo, dando-nos, em um sentido exclusivo, sua revelação e pagando-lhes escuta atenta da sua Palavra, sem que este seja substituído por nossas palavras a. fé em suma - como, aliás, tem sido dito muitas vezes - é simplesmente acreditar e confiar em com confiança e sem reservas, e quando se trata de vida eterna só pode alcançar alegria e conforto, independentemente das lágrimas.
Mas que tipo de fé que estamos falando? Certamente não é a crença na imortalidade da alma só: ela também está presente nas culturas pré-cristãs e em várias outras religiões, mas não o suficiente para se qualificar a nossa identidade privilegiada. Referimo-nos à fé, isso é tudo "abandono confiante, livre e casual, na vida que Deus nos deu a plenitude da vida na ressurreição do seu Cristo, a adesão à Palavra de verdade que o Senhor nos dirige a certeza de que o morte foi erradicada na transição da cruz para a ressurreição e que "as almas dos justos estão nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá" (Sab 3,1-2.); o mesmo Senhor Jesus Cristo mostrou não só que ele tinha silenciado a morte, mas que "Eu sou a ressurreição ea vida, quem crê em mim viverá, mesmo que ele morre e nunca vai morrer (cf. Jo. 11,25-26) identificando-nos na certeza de verdade que no mesmo morte há vida. Assim, na fé na ressurreição, que foi apresentado o mesmo Senhor Jesus Cristo, que, apesar de tremer tudo 'iminência da dor e da morte, ele deliberadamente queria lidar com a transição para tomar uma decisão final para a vida de fé no Senhor ressuscitado, que vai dar vida plena a nossos corpos mortais, reforçá-los para além do túmulo.
padre Gian Franco Scarpitta
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Filhos da ressurreição
Novembro nos traz duas imagens antigas, memórias como uma criança: os cemitérios cheios de gente, limparam os túmulos, as flores, as pessoas que se encontram nos caminhos, o silêncio, o clima triste.
Este ano, hoje tão importante, normalmente forçado a tarde do dia dos santos, em um país como o nosso, que não pode dedicar um feriado para os seus mortos, cai em um domingo e substituí-lo, dando-nos a oportunidade de refletir sobre o mistério da morte, mistério cansativo e brilhante, cheio de mistério e alegria para os buscadores de Deus.
É um mistério teórico e um pouco "chato para qualquer um, jovem e cheio de energia, olha com desdém para esses ritos que percebe e desgastadas e pensar na morte como uma possibilidade remota, distante no tempo.
É um verdadeiro mistério e doloroso para alguém como eu, alguém que perdeu amado por quem você são encontrados somente após uma vida de hábitos liquidadas, por aqueles que trazem em suas próprias vidas as marcas de um luto prematuro.
Contradições
Um dia que o obriga a pensar, mas você pode ver que cada vez mais ameaçada pela lógica insidiosa do esquecimento, o "melhor não pensar nisso." Ele me diz um pastor amigo querido na França do que no cemitério de sua cidade natal, a média da cidade de meio milhão de habitantes, os túmulos vestindo um sinal de vida, uma flor, uma vela, estão agora a grande minoria ...
Ele fala pouco e mal de morte, neste nosso tempo misterioso e esquizofrênico: de um lado temos o jantar na frente da televisão, que traz para casa os massacres e os fatos de registro, as outras tradições, como a importação de festa de Hallowen que ameaça a banalizar a morte tornando-se uma ocasião festiva.
Mas aqueles que experimentaram a morte, aqueles que tiveram um ente querido que se foi, ele leva muito a sério a morte, ou melhor, a resposta para o dilema da morte, na verdade, dá sentido às nossas vidas.
A atitude em relação a sua própria morte, a atitude de adulto não deprimido nem supersticioso, dá origem a uma pesquisa mais completa do mistério da vida de cada um.
Devemos morrer, esta é a única certeza que temos, sobre o momento que estamos vivendo.
A morte contradiz a existência de Deus?
A face da morte, não me sinto forte revolta e raiva?
Nunca é o tempo que ele morreu, tivemos de escolher quem e quando morrer seria uma catástrofe ... Deus está em silêncio, a morte, e o homem é o único ser vivo que percebe a morte como uma injustiça. Mas em comparação com o que?
Paradoxalmente, essa raiva revela a nossa identidade mais profunda, o mistério que cada um de nós é.
Para onde vamos? O que será de nós? Há uma vida para além da vida?
boa notícia
Jesus tem uma boa notícia sobre a morte, sobre esta reunião misteriosa, este evento certamente para todos.
Morte Irmã Morte, é uma porta através da qual chegamos a dimensão profunda de onde viemos, nós acreditamos no invisível, as coisas que permanecem, porque - como disse o sábio Petit Prince - o que é essencial é invisível aos olhos.
Somos imortais, os amigos, a partir do momento da nossa concepção somos imortais, e toda a nossa vida é descobrir as regras do jogo, o tesouro escondido, como um feto em crescimento a nascer mais tarde na dimensão de plenitude.
Estamos imensamente mais do que aquilo que parece, mais do que pensamos que somos.
Somos mais: nossa vida, no entanto fez, como satisfatório nunca irá preencher a necessidade de plenitude absoluta que carregamos em nossos corações.
E Jesus confirma: sim, isso mesmo, sua vida continua, flores, flores, cresce.
Para a plenitude da pesquisa e se descobrisse que todas as regras do jogo para uma vida de dúvida e ansiedade, se você se recusou a ser alcançado.
É estranho dizer, eu sei, mas o inferno - que é a ausência de Deus - e não é a oportunidade que todos temos de rejeitar para sempre o amor de Deus, é um sinal de respeito. É claro que todos nós esperamos que está vazia e Deus se revela como um teimoso que quer a todo custo para a salvação de seus filhos.
Highlander
A eternidade já começou, amigos, é jogar bem, não espere que a morte, não evitiemos-la, mas pensar nisso com calma para rever a nossa vida, de ir ao essencial, para dar o verdadeiro eo melhor de nós mesmos.
Os nossos amigos falecidos, a quem confiamos a ternura de Deus, à frente de nós na aventura de Deus.
Deus quer a salvação de todos nós, com obstinação, mas nos deixa livres, porque amou, para responder a este amor ou rejeitá-la.
Rezemos hoje, meus amigos, porque realmente o Mestre dá-nos a fidelidade ao seu desígnio de amor.
Nossa oração nos coloca em comunhão com os nossos mortos, fazê-los sentir o nosso amor, esperando que os novos céus e a nova terra, que estão por vir.
Paul Curtaz
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O Momento da Verdade
Ele me perguntou um dia a mãe, com um toque sutil de censura, e não é de admirar, "Por que você sacerdotes hoje parecem evitar para falar sobre a morte, que é definitivamente o momento mais importante da vida de todos? Deve lembrar-nos todos os dias, porque cada momento pode ser o nosso momento. "
E essa mulher estava certo. Se pensássemos mais de que um, momento irrepetível, a grande verdade que ele contém e "depois" que é o mais interessante de todos, poderemos ser mais sábio, ou que daria para nossas vidas que respondem que Deus pede, santidade.
E 'por esta razão que a Igreja, no mês de novembro, no fechamento do ano litúrgico, que é a re-propor o mistério pascal de Cristo e nossa comemoração de todos os santos, comemorando todos os mortos.
E todos nós temos que lembrar os mortos; são os mais numerosos da nossa família e podemos ter compartilhado entre eles os santos, aqueles que estão com Deus, para viver uma vida feliz sem fim.
Será o momento em que vamos ouvir da boca de Deus: "Vinde benditos de meu Pai, para o reino que foi preparado para vós desde a criação do mundo.
Porque tive fome e me destes de comer alguma coisa ... "ou:" Apartai-vos de mim, malditos para o fogo eterno, o que Deus tem preparado para o diabo e seus companheiros.
Porque tive fome e não me destes de comer ... todas as vezes que fizeram isso a um destes, você fez isso comigo "(Mt 25,31-46).
Quando eu era menino, ele entrou na educação para a vida da fé, que foi definida como: "A preparação para uma boa morte", é as máximas eternas de Santo Afonso de Ligório. Foi muito impressionante que a descrição da morte, mas ao mesmo tempo advertiu sobre a gravidade da vida.
Já, a vida. Na mente de Deus, que não fez precioso dom, o dom do presente, porque ele tinha um significado preciso, para um dia ser participantes da sua felicidade eterna. Poderia certamente não o Pai nos criou como uma piada, ou seja, como se fosse um brinquedo para ser consumido inteiramente dentro da existência curta ou longa.
Dê-nos a vida, no coração do Pai, torna-nos participantes de que Ele é. Em seus olhos nesta vida terrena senão ele não podia e não deve ser uma viagem, uma peregrinação com uma tarefa específica, santidade, Jesus salienta que, na parábola, já referido, o Juízo Final, na vida vivida por amor.
Não pode ser uma caminhada na vida nada ou, pior ainda um perdido por trás das coisas insignificantes ou prejudiciais.
Viver em sua visão, é continuamente responder ao Seu amor com o nosso amor, que está sempre fazendo o seu vai andar na frente de seus olhos, que nos ilumina, nos acompanha, nos anima, nos dá força.
É como uma caminhada com os pés no chão, incluindo um vizinho para amar como Jesus amou, mas com a mente sempre voltada para o céu, sem ficar suja do mundo.
É realmente difícil arte de andar hesitante na terra, mas com a alma no céu, inclinando-se para a eternidade. A morte torna-se então um encontro com o Pai que tem procurado, seguido, amado por toda sua vida.
Deve ser o mais importante e bonito, que eu esperava, para aqueles que verdadeiramente amam e já estão morando aqui para sempre.
Escreve São Paulo aos Filipenses da prisão, disse: "Para mim o viver é Cristo, morrer é lucro.
Mas se minha vida ainda pode ser útil para o meu trabalho como um apóstolo, eu não sei o que escolher. Eles são movidos por desejos conflitantes: por um lado eu quero deixar esta vida e estar com Cristo, e isso seria a melhor coisa para mim: por outro lado, é muito mais útil para você que eu continuar a viver "(Fl 1,21-. 25).
Estes são os sentimentos dos santos, que ainda estão entre nós e que seria tudo. Quem entre nós não deu um salto de alegria em que, tendo sido estabelecido pela Congregação dos Santos, a veracidade do milagre de Madre Teresa de Calcutá, abriram-se para ela, apenas 5 anos após a sua morte, as portas beatificação?
O poderoso da terra, quando conferiu o Prêmio Nobel, teve de reconhecer sua grandeza, dizendo: "Esta é a luz que envolve e fortalece a humanidade, somos coisa pequena, que não pode ser" grande ", e muito menos ser "luz".
Eu tenho que estar com ela em duas ou três reuniões. Acabei nunca olhar para a pequena mulher, que parecia nem mesmo saber o peso da vida e do mundo. Era tudo o amor, como se amar "meu Jesus", como afirmou, era tudo no céu, fazendo-nos sentir cada pequena coisa.
Ao mesmo tempo, nos ajudou a descobrir que ser à luz da eternidade, atirando por trás desse avanço estúpido em qualquer coisa, o que torna muito monótona.
E quem de nós não se lembra dos dias antes da morte do Papa João XXIII, agora nos altares.
Praça de São Pedro estava lotada em oração contínua, como se a pedir a Deus para nos dar um santo, que era a presença do amor de Deus visível entre nós.
E a sua morte, como a de Paulo VI, ele não era realmente uma liturgia fúnebre, mas a festa dos santos: a liturgia da glória.
Realmente antes da morte dos santos, é natural nos lábios não recitar a "concessão descanso eterno: Mas sim, " Glória ao Pai ".
Antes dessas liturgias de glória e santidade, aparece a verdadeira face da vida na Terra, uma jornada contínua para o Pai, espalhando esperança nossa peregrinação.
Em um convento de clausura, cada vez que uma freira, que viveu toda a sua vida sempre e só com Deus, ao Pai, os sinos em comemoração. Ele foi perguntado por que o superior destes sinos: "Nós, esposas de Cristo, somos como virgens em espera constante para chegadas noivo: e, quando vem, é um feriado, grande festa que se vestem de branco como para o casamento. e preenchê-lo com alegria ao longo da liturgia. "
Mas, você nos pedir para, neste mês de santos e os mortos, olhando para a leviandade de muitos, como as virgens loucas, que é fácil de jogar sinos partido?
Seria, então, voltar a ver o dia do nosso regresso ao Pai, como o campo, em vez de a morte de Deus, que nos convida para o casamento dele. Seria a vida, a vida dos santos.
Infelizmente, visitar os cemitérios onde jazem os restos mortais de nossos entes queridos, muito freqüentemente prevalece uma exibição equívoco de eternidade, que, se por um lado mostrar nossa lembrança sincera, por outro lado, quando falta a parte mais importante, que o sufrágios, caridade, de nenhum proveito para a comunhão que nos une com eles.
Nossos entes queridos, para o mistério da ressurreição, eles estão sempre perto de nós, e nós não esperar apenas dor, mas o amor que se torna oração.
Jesus a Maria, que lhe deu a notícia da morte de seu amigo Lázaro, "se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido", ele respondeu: "Eu sou a ressurreição ea vida, não é?" E assim ele nos diz.
Nós visitamos com nosso querido amor, com a dor direita cristã, que é um sinal de amor, mas com a fé que te faz dizer: ". Vejo-te pelos santos no Paraíso"
Mons. Antonio Ribaldi
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Na extensão da festa de Todos os Santos, a Igreja, hoje, com o amor de sua mãe morta abraça toda a história, e em particular os fiéis defuntos, confiando-lhes a misericórdia do Pai. Os textos bíblicos da celebração de hoje (que permitiu uma maior liberdade de escolha) a intenção de nutrir e revitalizar a nossa experiência de fé, esperança e caridade, em face da morte e da relação com o falecido.
Sem dúvida, a morte é uma tragédia sem proporções, tanto para aqueles que saem e para aqueles que permanecem. A palavra do Senhor, no entanto, também revela uma outra face da morte, o rosto de uma irmã ... (cf. St Francis). Assegura-nos que a morte não é a destruição sem esperança de uma vida, a derrota total de uma pessoa que cai em um abismo sem fundo desaparecendo no ar. Não é o mal absoluto do homem. Mas é a abertura através da qual uma pessoa passa a partir de uma forma de existência, que não é suficientemente conhecido, outra nova forma, novos, muito superior a este. E 'como ir de uma sala escura para outra sala cheia de luz (cf. "luz brilhar perpétua sobre eles", que é Deus e Cristo ressuscitado). "A vida não é tirada, mas transformada" (cf .. Prefácio) continua para além da morte.
Como um trem que entra em um túnel escuro e dá a impressão de afundar lá. Mas continuou sua corrida através de outra região. Como podemos ver um navio de distância da costa e encolher mais e mais até que ela desapareça do horizonte engolido pelas águas. Mas continuou a viajar sob um outro céu e outra no mar. Ficaríamos muito míope, se pensamos que a vastidão do oceano em si no espelho do mar que estamos acostumados a contemplar. Esta vida que flui para além da morte, a "vida eterna" (Mt 25,46), mas para nós na estrada é uma incógnita. Mas quem cruzou o limiar da morte começa a experimentá-la: surpresa indizível que o amor de Deus se preparar! É só gostam de fazer surpresas. Não podemos negar o amor infinito alegria, que é Deus. Contornos, ainda obscuro, de uma surpresa, que os mortos e que já podemos saborear vagamente acho, são evocados pelas imagens evocativas contidos nas várias passagens bíblicas de hoje.
"As almas dos justos estão nas mãos de Deus ... Eles estão em paz" (Sb. 3,1.3).
Eles são as mãos mais acariciando, é o abraço mais reconfortante que você jamais poderia sonhar. "Nós não estamos cientes das mãos de Deus que recolhemos?" (Paul Claudel). O crente sabe, mas não vê-lo e não sentir.
Pode acontecer que durante a sua vida terrena, um homem nunca virá, por várias razões, a sentir essa presença do Pai. Mas, com os olhos da morte será aberta e você vai descobrir a verdade: você já estavam nas mãos d'Aquele que sempre quis e te guarde para sempre com Ele; mas agora eu sinto uma alegria transbordante. Onde estão os mortos? Eles estão lá, nos braços de Deus ", em paz." Quando oramos para "descanse em paz", não pedir a sua inconsciência do sono, mas a plenitude da relação filial com Deus ea comunhão aqui é a paz!.
Agora, toda a verdade e saborear a doçura de que "Bem-aventurados!" que Jesus tem repetido no Evangelho de ontem (uma música que repete a liturgia até hoje), "serão consolados ... satisfeito ... verão a Deus."
Agora participar da grande festa em que Deus "vai eliminar a morte para sempre ... enxugará as lágrimas de todas as faces" (Isaías. 25,6-9). E 'o triunfo da vida e da alegria.
E 'a jornada terrena de uma pessoa que termina com a chegada em casa: a porta se abre e corre na família, aceito por Deus e por uma multidão que festejava. "Para mim, morrer significa voltar para casa. Não é o fim, mas apenas o começo. Quando morremos vamos para estar com Deus e com todos nós conhecemos que foram antes de nós, nossa família e nossos amigos vai estar lá esperando por nós. céu deve ser um lugar agradável "(Beata Madre Teresa de Calcutá).
"A morte desliza em Deus" (provérbio judaico). É hora para o encontro definitivo com Deus. Cada homem nasce para a tal reunião, "o encontro mais fantástico que você pode imaginar, que com o Amor de Deus." Assim, o Abbé Pierre, que declarou que recitar o Ave Maria tinha o hábito de mudar as últimas palavras "a hora de nossa morte", com "agora e na hora do nosso encontro". A morte é então o grande ponto de viragem, o evento culminante da vida. "O pôr do sol da vida, na perspectiva cristã, os contornos de uma" passagem "de uma ponte de vida em vida, incluindo a alegria frágil e insegura desta terra ea plenitude da alegria que o Senhor reserva para os seus servos fiéis : Entra no gozo do teu Senhor (Mt. 25:21) "(João Paulo II, Carta aos idosos).
Na verdade, há uma boa notícia sobre a morte: Ele, que acolheu-a com um supremo ato de amor venceu, e seu destino está reservado para nós. É aí que se baseia na experiência dos cristãos, aqueles que vivem "pela fé no Senhor ressuscitado" e no "bem-aventurada esperança que, juntamente com os nossos irmãos falecidos e irmãs em Cristo são ressuscitados para uma nova vida" (liturgia de hoje). E o amor está ligado. Na verdade, o vínculo com os mortos não é quebrado pela morte. A relação não é interrompida, o diálogo continua. Quem vem em Deus não abandona os seus entes queridos. Continua com uma presença invisível, mas real. Os mortos não são memórias, mas pessoas reais. Eles não são os amigos de ontem, mas de hoje.
- Aqueles que já vivem na presença de Deus estamos perto, como ele está perto de nós, e, em seguida, em um relacionamento muito mais profundo do que antes, em atenção que excede em muito o amor que trazemos para eles amar, porque eles olharmos com os olhos de Deus e nos ama com seu coração.
- Mesmo os mortos que ainda estão em um estado de purificação de forma eficaz nos amam, porque eles são muito mais perto de Deus do que nós. Mas eles também receberam a nossa ajuda. É uma troca comovente de amor fraternal. Em Deus, que é Amor uma corrente de vida e de amor liga todos os membros da família: aqueles já totalmente possuído por Deus, aqueles que se permitem ser purificado por ele esperando para encontrá-lo em chamas, e aqueles que ainda são peregrinos na terra. E 'a maravilhosa realidade da "comunhão dos santos".
As "chamas" de "purgatório" não são físicos, mas um símbolo do amor de Deus que o rodeia e limpa. Os fiéis que, no momento da morte ainda não completou o seu caminho de conversão, mas - apesar de ser unido ao Senhor - ainda mantém vários acessórios, não é capaz de "ver" imediatamente. Então Deus com seu amor purifica e refina a preparar encontro perfeito com ele. Uma dolorosa purificação. Em que sentido? A pessoa, agora livre de distrações e terra condicionado, percebe Deus como o Bem supremo, de que você se sente atraído e dirigido com todo o seu ser. Mas ele adverte a impossibilidade de encontrá-lo uma vez, dado o seu estado de imperfeição. E isso dá-lhe um sofrimento indescritível. O sofrimento, porém, cheio de esperança e alegria. Não é o sofrimento do inferno, onde domina o desespero de quem sabe que nunca vai alcançar o objeto de todos os seus desejos. Purgatório não é um "inferno" provisório. Sofrimento profundo pesar e mesmo comovente ao observar que em sua vida terrena também muitas vezes não correspondido ao amor de Deus, ele não perdeu os seus dons e muitas oportunidades que foram oferecidas para o amor. O amor dos santos e também a nossa pode contribuir de forma efetiva para acelerar este processo de purificação, acelerando o momento de seu encontro com o Senhor.
De que maneira?
Com a oração (especialmente a Missa) e as obras concretas de misericórdia. E 'Esta é uma forma requintada de caridade fraterna em favor do falecido.
Mons. Ilvo Corniglia

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Experiência, provas e fé
Este ano, a programação que uma brincadeira litúrgica feliz, propondo um fim de semana de alta densidade litúrgica sábado, solenidade dos Santos, domingo, o dia dos mortos (mas talvez você deve ligar para a festa ...). Para alguém (ou muitos?) Será um bom fim de semana nas montanhas ou o mar, ou a possibilidade de um retorno à família. Para nós e para as nossas comunidades pode ser uma oportunidade para recuperar os aspectos fundamentais de nossa fé. Habito no comentário sobre a Solenidade de Todos os Santos, em que as leituras são confiáveis​​. Por si só, no domingo, a liturgia oferece uma ampla escolha no Lecionário do falecido. Na realidade, a tentação é a de fazer com o pacote de mistura, e é uma verdadeira vergonha. A celebração, que devem ser cuidadosamente preparados e caracterizados em cada comunidade é provável que acabe esmagado na festa de fim de semana e pela repetição de hábitos que - infelizmente - não se sabe se a definir as tradições.
O problema do nosso tempo.
A reflexão sobre a santidade parece-me essencial para o nosso tempo, que é dominado o pensamento científico, ou melhor, o pensamento tecnológico e econômico. A era das grandes certezas dos grandes ideologias, estamos conteúdo para dominar e controlar pequenos segmentos de realidade. Monitor, medida, implementar, desenvolver, produzir, criar, confira ... o trabalho diário de milhões de pessoas tem a ver com a entidade tangível, pode ser rentabilizado, que deve dar resultado. E o resultado tem de ser realizada, tornada pública, é em si mesma uma mercadoria a ser vendida. Mesmo a notícia de fato são "bens" e estão sujeitos às leis da economia: um noticiário não deve ser apenas correto, credível, e dar informações "corretas". Também deve ter público, por isso ser atraente para o público, e orientar a opinião pública no sentido de vencimento.
Medir a nossa fé?
É claro que a pretensão de fazer tudo mensurável  compensado confrontos com a exigência fundamental da fé, e de uma maneira semelhante de pensamento nos faz desconfortável. O sentimento geral é que "hoje" é PIU "que um momento difícil pensar e falar sobre Deus. Na verdade, um olhar para trás na história, podemos confirmar que todo o tempo e em qualquer lugar tem suas dificuldades para crer e falar de Deus a filosofia grega mundo, por causa de sua filosofia; paganismo dos povos primitivos, por causa da mentalidade politeísta e animista; o mundo budista e hindu, por causa de sua visão espiritual; Renascimento, por causa de sua visão antropocêntrica ... exemplos podem ser multiplicados, mas o desconforto não cessa. Descobriram que esse desconforto dura por um longo tempo não nos dá uma grande consolação. O que é decisivo é sim a descoberta de que em todo o tempo e em qualquer lugar na fé, reuniões e chocando-se com a cultura, com a maneira de pensar e de viver dos homens, tem sido capaz de encontrar as respostas, foi capaz de encarnar, foi enriquecida e aprofundada; sabemos que olhar para a experiência dos santos de todos os tempos e todos os lugares. E isso já é uma importante contribuição para a festa de todos os santos; mas ainda mais importante é a contribuição para o nosso tempo, que se propõem a ter tudo ao seu orçamento, tudo sob controle.
A experiência dos santos.
As vidas dos santos é, na verdade tangível e verificável, e mostra como a fé em Cristo experiência tornar-se, transforma a pessoa, inspirar uma nova energia ... Pode ser discutível, a multiplicação dos santos e beatos sob o pontificado de João Paulo II, mas o valor para mostrar como em cada povo, em cada comunidade cristã, o Ressuscitado operado, entrou para a história, e que não é um processo acabado, mas continua até hoje. Certamente, é uma verificação que só parcialmente responde às nossas necessidades. As contas da santidade torna-se uma provocação, e explodiu a nossa pretensão de controlar tudo: a vida dos santos nos coloca diante de uma experiência ao vivo, mas ele repete a questão da fé. Estamos dispostos a reconhecer que Deus nos fala de sua experiência? Estamos dispostos a acreditar que o próprio Ressuscitado funciona nos santos? Nós também estamos dispostos a confiar em nós as palavras de Cristo: "Bem-aventurados os pobres ... bem-aventurados os mansos ... Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem ... alegrai e exultai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus?
Geralmente é difícil de imergir na linguagem simbólica do Apocalipse. No entanto, uma leitura atenta revela que está muito perto de nossos problemas e a situação de nosso tempo. A comunidade cristã, fundada como um pequeno grupo a partir da pregação dos apóstolos, de repente se espalhou por todo o Império Romano, ele se encontra imerso na história. Anúncio ao vivo E 'da Ressurreição do Senhor, e ele também está vivo na expectativa de seu retorno. Mas esse retorno não é. E a história do mundo, o que, inevitavelmente, são confrontados, levanta questões sérias, e questiona a fé. Porque o Senhor ressuscitado não voltar? Por que permanecem mal, a violência e a opressão? Qual é o sentido dos sofrimentos e perseguições a que os fiéis de Cristo são submetidos?
Estas são as mesmas perguntas que fazemos a nós mesmos, com a diferença de que temos dois mil anos de história por trás dele, e talvez em nosso coração é um pouco desbotada esperando a vinda final do Ressuscitado.
"... Os quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar ...": a imagem dos anjos com o poder de expressar a devastação no apocalipse que Deus tem o controle sobre as forças negativas da história. Guerra, violência, doença e morte ... o mal que se manifesta no mundo, fora do controle de Deus.
"... Não devastada ... até que tenhamos selado".: Outro tema do Apocalipse é lag típico simbólico ou desaceleração do desastre, por respeito para com aqueles que são fiéis a Deus cuida daqueles que amor, que permanecem indelevelmente no seu amor: esta é expressa com o símbolo do selo. A ironia da história é que o mal mostra seus efeitos contra o amado de Deus; mas eles levam seu "selo", e não o mal dominá-los permanentemente.
"... Quatro mil selados de toda tribo dos filhos de Israel ...": este também é um número simbólico (12x12x1000), vinculado ao número doze, o número das tribos de Israel. Os povo da Aliança tem uma conotação específica e sua consideração em separado.
"Depois disso, apareceu uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, raça, povo e língua ...": os quatro mil não são objeto de visão. O número só é ouvido. O que você vê é uma multidão inumerável, onde cada distinção étnica desaparece.
"Todo mundo estava de pé": este elemento tem um valor simbólico: é a posição do ressuscitado, de quem venceu a morte
"vestidos de branco": a cor branca é um sinal de participação na divindade, eo vestido expressa a identidade da pessoa. A palma é um sinal de vitória.
"Aqueles que passaram pela grande tribulação": a conclusão desta visão expressa abertamente seu propósito e seu significado: o cristão deve seguir os ensaios e atribulações da história, para chegar à glória. A história, com todas as suas contradições e sua negatividade, não é non-sense, mas está sob o controle de Deus.
Piscar em segunda leitura
"Vede que grande amor o Pai nos deu ...": é condensado em poucas palavras o segredo da santidade, a santidade que afeta a todos.:. Ser amado por Deus Tornar-se consciente do amor de Deus Muitas vezes, em vez entendemos que a santidade como exercício da virtude heróica, como um esforço para subir às alturas sublimes. E uma visão de fora da vida dos santos podem dar essa impressão. Vendo bem de perto, veremos que a atitude dominante é a disponibilidade profunda, o conhecimento de que é Deus agindo em suas vidas.
Don Fulvio Bertellini
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

DOIS MANDAMENTOS

30º DOMINGO TEMPO COMUM

26 de Outubro de 2014
Ano A

OS DOIS MANDAMENTOS-José Salviano


AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO

Evangelho - Mt 22,34-40

               A liturgia deste domingo nos mostra que toda a Lei, tudo o que os profetas disseram, tudo o que foi escrito pelos autores sagrados e foi compilado na Bíblia ou na Torá, tudo isso foi resumido por Jesus Cristo em apenas DOIS MANDAMENTOS. Leia mais


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O AMOR É A LEI MAIOR! - Olívia Coutinho

 

30° DOMINGO COMUM


Dia 26 e Outubro  de 2014

Evangelho de  Mt, 22,34-40

 O amor Divino, é o pilar que sustenta o amor humano, no qual encontramos o modelo de perfeição! Quem ama verdadeiramente, ama com o coração de Deus, abraçando neste amor,  até mesmo o inimigo!
Deus vai se manifestando em nós, à medida da nossa obediência aos seus mandamentos, que tem como chave, o mandamento do amor! Quem coloca em prática este mandamento no seu dia a dia, tem a vida regida pelo amor, por tanto, cumprirá todos os outros mandamentos!
O amor de Deus pelo o humano,  revelado nas ações misericordiosas de Jesus, nos mostra a única verdade que nos torna livres, que nos torna portadores de uma alegria interior capaz de transformar trevas em luz!
No evangelho de hoje, Jesus, em resposta a uma pergunta de fundo maldoso de um fariseu, nos aponta o caminho que devemos percorrer se quisermos chegar ao coração do Pai, que é o caminho do amor! Caminho este, que às vezes pode nos parecer difícil, mas nunca intransponível, pois o próprio amor abre caminho!
O texto nos desperta sobre a importância da escuta da palavra de Deus, o amor à Deus e ao próximo, passa por esta escuta! Não tem como amar a Deus, sem o conhecimento da sua palavra, sem saber o que Ele quer de nós e para nós!
Quando Jesus insiste em nos falar do mandamento do amor, é porque de fato, o amor realiza-nos, fortalece-nos, é  caminho para o céu!
O amor à Deus e ao próximo, estão interligados, são as raízes de todos os outros mandamentos! É amando concretamente  ao próximo, que  amamos a Deus, ai está o resume de toda  lei, o verdadeiro sentido da vida!        O amor incondicional de Deus Pai, revelado no seu Filho Jesus, merece de nós, uma resposta de amor, resposta esta, que só podemos dar, se de fato, o enxergarmos na pessoa do nosso irmão! 
O amor desejado por Jesus,  é o amor sem fronteiras, o amor que brota do coração na total gratuidade! E para concretizarmos   este desejo de Jesus,  é preciso que nos amemos primeiro, para que o possamos  amar o próximo, pois ninguém consegue amar o outro  sem antes se amar, afinal,  só  podemos oferecer ao outro, aquilo que  temos! “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
O mandamento do amor supera todas as leis, todos os outros mandamentos, ou seja, quem ama como Jesus nos ama, tudo que mais quer, é fazer a vontade de Deus e quem faz a vontade de Deus, cumpre  os demais mandamentos!
Não pode haver sintonia entre o homem e Deus  sem a vivencia do amor, e o  que  Jesus nos pede, é que amemos uns aos outros como Ele nos ama!
Querer o bem do outro, independente do que possamos receber dele, é amar do jeito de Jesus, é  amar sem  procurar o nosso bem, e sim o bem do outro, nisto se consiste o verdadeiro amor.
A nossa identidade, o que nos distingue como cristão, é a nossa vivencia no amor!
Não são com palavras bonitas, com longas orações, que daremos testemunho do nosso amor à Deus, e sim, com as nossas atitudes de amor para com  o  próximo! O nosso  amor ao próximo confirma o nosso amor a Deus!
Podemos até não ter todos os bens materiais que desejamos, mas amor, todos nós podemos ter, basta-nos espelhar em Jesus, esvaziando  de nós mesmos  para nos preencher de Deus!

 FIQUE NA PAZ DE JESUS – Olívia
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AMOR É O RESUMO DA LEI  - LOURDES
Domingo - 26 de Outubro  - Evangelho - Mt 22,34-40

Em Jerusalém, as lideranças religiosas representadas pelos fariseus, saduceus, anciãos do povo e doutores da Lei, entram em conflito com Jesus. Eles não queriam mudanças, estavam agarrados as suas verdades e tradições, temiam perder seus privilégios e  achavam que Jesus, com suas novas idéias, colocava em perigo a religião. Queriam que tudo ficasse como estava, pois era vantajoso para eles, viviam bem, dinheiro não faltava, tinham status, tudo estava muito bom, queriam conservar a vida como estava. Por isso, sempre procuravam um jeito de envolver Jesus em alguma “cilada” para poderem condená-lo à morte.
Os fariseus eram observantes rigorosos de todos os detalhes da Lei. O desejo maior de um fariseu era o de ser chamado “irrepreensível”. A própria palavra “fariseu” mostra como eles se imaginavam: amigos de Deus, “separados” do povo pecador e ignorante que, desconhecendo a Lei e suas exigências, só podia ser considerado maldito tanto por Deus quanto por eles.
Os fariseus teriam que seguir com rigor a Lei, pois a amizade com Deus dependia disto 613 mandamentos: 365 proibições (não se deve fazer) e 248 prescrições (é preciso fazer). As mulheres tinham que observar somente as proibições. Portanto, só os fariseus, “os separados”, poderiam ter acesso a Deus porque só eles cumpriam todos os mandamentos, prescrições e proibições. O povo não era alfabetizado, não conhecia a lei, era considerado impuro e maldito.
E Jesus? Vivia no meio do povo e não participava da vida das elites. As elites se sentiam incomodadas por Jesus e por isso tentavam minar a autoridade Dele, que ensinava e promovia o povo. Organizados em grupo querem fazê-lo cair numa armadilha.
Os fariseus esperavam uma resposta definitiva do Mestre da Justiça a respeito do maior mandamento da Lei. Que Jesus dissesse que todos os mandamentos eram iguais em importância. Jesus responde, citando uma passagem do Deuteronômio: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”. Como amava e defendia o povo pobre e sofrido, acrescenta outro mandamento: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. E conclui afirmando que “toda Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus. São o resumo de toda a Bíblia.
Não existe, pois, como desejavam os fariseus, um amor a Deus e outro ao próximo, pois amar as pessoas como a si mesmo é amá-las “de todo o coração, de toda a alma, e de todo o entendimento”. E isso os fariseus não admitiam, porque consideravam o povo maldito, impuro e merecedor de desprezo. Mas, para Jesus, amar a Deus é amar o povo.
Jesus e o Pai nos amam de modo extraordinário. E amar o próximo “como a si mesmo” é amar com o mesmo modo extraordinário como fomos e somos amados por Deus. Jesus põe no mesmo plano o amor a Deus e ao próximo. Quando trato bem e amo o meu irmão, Deus se alegra porque todos são seus filhos. Qual pai não fica contente quando alguém agrada seus filhos?
Os fariseus imaginavam que seria possível ser fiel a Deus sem ser fiel ao povo, que eles desprezavam. Mas Jesus ensina que é necessário amar a Deus e ao próximo com a mesma intensidade.
O maior mandamento é o Amor a Deus e ao próximo. Jesus une a observância do amor a Deus à vivência do amor ao próximo. Somos amados por Deus e a nossa resposta de amor deve ser uma atitude prática e generosa do bem para com os outros. Só podemos amar a Deus amando o próximo, porque nós, seres humanos, não podemos alcançar a Deus diretamente, só através de seus filhos. Todo bem ou todo mal que fazemos ao irmão, é a Deus que fazemos.
O catecismo dos cristãos não é difícil, pode ser aprendido por inteiro numa só lição. Quem cumpriu o mandamento do amor já cumpriu toda a Lei. O Amor é o resumo da Lei. Tudo quanto Deus faz é por amor. O amor é a característica do agir de Deus. Assim deve ser o nosso agir. Se nossos gestos não forem por amor, mesmo os gestos grandiosos de fidelidade a Deus não terão o devido valor, por falta de amor.
Jesus teve sua vida pautada no amor. Só assim é possível compreender o testemunho de vida de Jesus, nosso amado salvador, a quem devemos seguir suas pegadas para chegarmos ao Pai na eternidade.

Oração: Pai, que toda minha vida, nos passos de teu filho, seja pautada pelo amor, pois, só assim, terei a certeza de estar no caminho que me leva a ti. Amém!

Lourdes


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Evangelhos Dominicais Comentados

26/outubro/2014 – 30o Domingo do Tempo Comum

Evangelho: (Mt 22, 34-40)

O evangelho de hoje é bem “curtinho”. Tem poucas palavras, mas tem também uma das mais claras e diretas mensagens. Manda viver o amor. É o resumo de tudo que precisamos saber e viver. Fala do amor a Deus e do amor ao próximo.

Jesus diz que amar a Deus de todo coração, de toda alma e de todo entendimento é o primeiro e maior mandamento. Diz também que amar ao próximo como a nós mesmos é semelhante ao primeiro. Com essas palavras Jesus disse que, amar ao próximo é tão importante quanto amar a Deus.

Essas palavras deixam claro que, não existe separação entre o amor a Deus e ao nosso semelhante. Reafirmam a verdade destas outras palavras: “Ninguém pode dizer que ama a Deus, que não vê, se não ama ao irmão que está ao seu lado”.

Foi bom tocar nesse assunto, deve servir para esclarecer algumas dúvidas: afinal de contas, quem é esse irmão? Acho que não é para mim esse recado, pois sou filho único e nem irmão eu tenho! Como posso reconhecer e amar alguém que nem sequer conheço? Onde estará esse desconhecido, onde estarão esses irmãos?

Boa pergunta. Estão aqui, bem pertinho, bem ao nosso lado! Quantas irmãs, quantos irmãos de todas as idades. São velhos, jovens e crianças. Estão por ai aos milhares, abandonados e maltrapilhos. Doentes, sem emprego, sem terra e sem nada. Dependem de mim, dependem de você... precisam de amor.

Realmente esse recado é direto para todos nós. Jesus pede a aproximação porque sabe que quando nos aproximarmos desses marginalizados e olharmos em seus olhos, veremos neles a nossa imagem refletida. Isso prova que não são desconhecidos; nós estamos neles, e eles também deveriam estar aqui dentro de nós, refletidos em nossos olhos.

Este evangelho me lembra de um lindo poema, mais ou menos, assim: “Procurei a Deus, em todos os cantos e não o encontrei. Busquei a mim mesmo, em todas as partes e não me achei. Procurei então o meu próximo e, nele encontrei os três”. Sem dúvida, no amor fraterno encontramos a Deus e nos reencontramos.

Amar o próximo não é uma coisa tão simples e fácil. Às vezes relutamos em dar amor e, em outras vezes temos a impressão que o próximo não quer ser amado; é respondão, malcriado e nada amável. O verdadeiro amor tudo supera e não se deixa abater. Amar não é coisa superficial, amar exige compreensão e gestos concretos. 

É preciso deixar o discurso de lado e sair a campo. Sempre há algo que se pode fazer. Amar não se resume em andar abraçados pelas ruas. Prova de amor é lutar contra as injustiças sociais, contra o desemprego e o abandono. Amar de verdade é assumir o compromisso batismal, é levar aos povos a Boa Nova. Amar é acreditar e tornar vivas estas palavras: “Só podemos amar a Deus através do amor ao próximo”.

 

( 1160 )

jorgelorente@ig.com.br - 26/outubro/2014
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No passado Domingo, o Senhor Jesus ordenava: “Dai a Deus o que é de Deus!” De Deus é tudo, ainda que tudo pareça nosso: “Tudo pertence a vós: Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, as coisas presentes e as futuras.Tudo é vosso; mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1Cor. 3,21-23). Esta é, precisamente, a dificuldade, a miopia ou, mais ainda, a cegueira, o triste pecado do mundo atual: não perceber Deus, não enxergar com a razão, com o afeto, com o coração que Deus é o Tudo, o Substrato, o Sentido da nossa existência. Sem ele, nada tem sentido perene, nada tem valor duradouro, nada tem valor absoluto... nem a vida humana, que somente pode ser respeitada de modo absoluto quando é compreendida como imagem de Deus.
Pois bem, a Palavra deste Domingo prolonga a de oito dias atrás. “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”, da Lei de Moisés – perguntam ao Senhor para novamente tentar apanhá-lo em armadilha. Qual o preceito que, sendo observado, resume a observância de toda Lei? Jesus responde prontamente: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!” Como bom judeu, o Senhor Jesus nada mais faz que retomar o preceito do Antigo Testamento. Amar a Deus! Amá-lo significa fazer dele o tudo da nossa existência, significa viver a vida aberta para ele, buscando sinceramente a sua santa vontade. Amá-lo é não conceber a vida como algo que é meu em sentido absoluto, mas um dom que recebi de Deus, que em diante de Deus devo viver e a Deus devo, um dia, devolver com frutos. Amá-lo é não viver na minha vontade, mas buscando a sua santa vontade, mesmo que esta não seja o que eu esperaria ou desejaria... Amá-lo é sair de mim para encontrar-me nele!
Mas, para que este amor a Deus não seja algo abstrato, teórico, meramente feito de palavras ou sentimentos superficiais, o Senhor Jesus nos aponta uma medida concreta desse amor. Seguindo ainda a tradição judaica do Antigo Testamento, ele liga, condiciona o amor a Deus ao amor aos outros, aos próximos, àqueles que a providência divina coloca no nosso caminho: “’Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. Eis, portanto: a medida da verdade do amor a Deus é o amor, a dedicação para com os outros; e não os outros teoricamente, mas os próximos: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo!” Notemos que aqui Jesus não ensina nada de novo. Este preceito já valia para um bom judeu. Jesus está respondendo a um fariseu, um escriba judeu. Basta recordar como a primeira leitura de hoje, tirada da Torah, da Lei de Moisés, já ligava os dois amores, a Deus e ao próximo. O Senhor, já no Antigo Testamento, deixava claro que estará sempre do lado do nosso próximo, sobretudo se ele for débil e necessitado: “Se clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.” Estejamos, portanto, atentos: o amor concreto para com o nosso próximo é a medida do nosso amor a Deus! O Evangelho – como todo o Novo Testamento e a reta e sadia Tradição da Igreja – desconhece uma relação com Deus baseada numa fé sem obras que nasçam do amor. Basta recordar o belíssimo hino ao amor, da Primeira Carta aos Coríntios: “Ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse a caridade, eu nada seria” (13,2). Que ninguém se iluda com um vazio discurso sobre uma fé vã sem as obras que dela nascem e a revelam! A fé sem amor a Deus e ao próximo, aquela fé que gosta de dizer “estou salvo” de se compraz em decretar a condenação dos outros é uma fé inútil, vazia, falsa e morta!
Caríssimos, se o Senhor Jesus respondeu ao escriba fariseu, dizendo que ele deveria amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, a nós, seus discípulos, a nós, cristãos, ele aponta um ideal muito mais alto! Ouso afirmar que não basta, de modo algum para um cristão, amar os outros como a si mesmo! Recordai-vos todos que, na véspera de sua paixão santíssima, quando sentou-se à Mesa santa conosco, para dar-se a nós na Eucaristia, como maior dom de amor, o Senhor nosso e Deus nosso, Jesus Cristo, deu-nos, então, o mandamento pleno, completo: “Amai-vos como eu vos amei!” (Jo. 13,34); “Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais” (Jo. 13,15). Agora, às vésperas da cruz, agora, à Mesa da Eucaristia, agora, lavando-nos os pés, dando-se totalmente a nós, Jesus poderia ser compreendido! Ele é o amor verdadeiro, ele é a medida e o modelo do amor: “Não há maior prova de amor que dar a vida!” (Jo. 15,13) Amai-vos como eu vos amei!
Eis, caríssimos, como é grande a tarefa que o Senhor nos confia! Quem poderá realizá-la? Onde poderemos conseguir um amor assim? Eu vos digo: contemplando Jesus na oração, escutando Jesus na Escritura, comungando com Jesus na Eucaristia, procurando Jesus nos irmãos! É assim que teremos os mesmos sentimentos do Cristo Jesus (cf. Fl. 2,5) e viveremos a vida no amor total que ele, nosso Senhor, teve para com Deus, o Pai e para com os próximos. Fora disso, toda conversa sobre amor não passa de teoria, de ideologia que de cristã tem pouco ou nada. Que o Senhor nos conceda, então, por esta Eucaristia, o dom do verdadeiro amor. Amém.
dom Henrique Soares da Costa

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A liturgia do 30º domingo Comum diz-nos, de forma clara e inquestionável, que o amor está no centro da experiência cristã. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – a cada crente é que deixe o seu coração ser submergido pelo amor.
O Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a revelação de Deus se resume no amor – amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Tudo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.
A primeira leitura garante-nos que Deus não aceita a perpetuação de situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão, de desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais débeis. A título de exemplo, a leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e dos pobres vítimas da especulação dos usurários: qualquer injustiça ou arbitrariedade praticada contra um irmão mais pobre ou mais débil é um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunhão com Deus e nos coloca fora da órbita da Aliança.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã (da cidade grega de Tessalónica) que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida; e esse percurso – cumprido na alegria e na dor – tornou-se semente de fé e de amor, que deu frutos em outras comunidades cristãs do mundo grego. Dessa experiência comum, nasceu uma imensa família de irmãos, unida à volta do Evangelho e espalhada por todo o mundo grego.
Leitura I – Ex 22,20-26
AMBIENTE
O “Decálogo” ou “dez mandamentos” (cf. Ex 20,2-17) era, sem dúvida, o coração da Aliança e apresentava os valores fundamentais que deviam marcar o comportamento do Povo de Deus, quer em relação aJahwéh, quer em relação à vida comunitária. No entanto, as leis do “Decálogo” eram relativamente gerais e não consideravam todos os casos e situações…
A complexidade da vida diária obrigou, portanto, a um esclarecimento e a uma concretização das leis apresentadas no “Decálogo”. Em conseqüência, surgiram novas normas, bem concretas, que regulavam o dia a dia do Povo de Deus. Uma ampla recopilação dessas leis aparece no Livro do Êxodo.
Logo a seguir ao “Decálogo”, em lugar de honra, os catequistas de Israel colocaram um bloco heterodoxo de leis, que se convencionou chamar “Código da Aliança” (cf. Ex 20,22-23,19). São leis que os autores do Livro do Êxodo apresentam como ditadas por Deus a Moisés, no Sinai; na realidade, trata-se de leis de proveniência diversa, cuja antiguidade continua a ser discutida, mas que a maioria dos comentadores faz remontar ao tempo dos “juízes” (séc. XII a.C.).
O “Código da Aliança” é um bloco legislativo que regula vários aspectos da vida do Povo de Deus, desde o culto até às relações sociais. Trata-se de um conjunto de prescrições, soluções, disposições justas, sãs e sólidas, que solucionam as dificuldades, explicam os princípios e ordenam a conduta dos homens nas situações comuns e variáveis da condição humana. Nele sobressai, não só uma consciência muito viva de que Israel é chamado à comunhão com Deus, mas também um forte sentido social. Revela um Povo preocupado em concretizar os compromissos da Aliança na vida do dia a dia. Sugere que a fé de Israel não é uma realidade abstrata ou fantasmagórica, mas uma realidade bem viva, que se deve viver em cada sector da vida prática.
O texto que hoje nos é proposto é um estrato do “Código da Aliança”.
MENSAGEM
A nossa leitura refere-se exatamente a algumas exigências sociais que resultam da Aliança. Apresenta indicações concretas acerca da forma como lidar com três realidades de carência, de necessidade, de debilidade: a do estrangeiro, a do órfão e da viúva, e a do pobre que foi obrigado a pedir dinheiro emprestado. Trata-se, em qualquer caso, de pessoas em situação difícil, quer em termos jurídicos, quer em termos sociais, quer em termos econômicos.
O “estrangeiro” é frequentemente um desenraizado, obrigado a deixar a sua terra de referência e o seu quadro de relações familiares, atirado para um ambiente cultural e social adverso, e onde as leis locais nem sempre protegem convenientemente os seus direitos e a sua dignidade. A sua situação de debilidade é aproveitada, com freqüência, por pessoas sem escrúpulos que os exploram, que os escravizam e que contra eles cometem impunemente as maiores injustiças.
O “órfão” e a “viúva” integram a categoria das vítimas tradicionais dos abusos dos poderosos. Desprotegidos, ignorados pelos juízes e pelos dirigentes, sem defesa diante das arbitrariedades dos mais fortes, vítimas de toda a espécie de injustiças, têm em Jahwéh o seu único defensor.
O “pobre que pede dinheiro” é, quase sempre, esse camponês carregado de impostos, arruinado por anos de más colheitas, que tem de pedir dinheiro emprestado para pagar as dívidas e para sustentar a família. A sua extrema necessidade é explorada pelos usurários e pelos especuladores sem escrúpulos, que o obrigam a deixar como penhor os seus bens mais básicos. Sufocado por juros altíssimos, acaba por tudo perder e por ficar na miséria mais absoluta, condenado a morrer de frio ou de fome.
A sensibilidade de Israel diz-lhe que Deus não aceita a perpetuação destas situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão, de desrespeito pelos direitos dos mais pobres e débeis. Se Israel pretende viver em comunhão com Deus e aproximar-se do Deus santo, tem de banir do meio da comunidade as injustiças e as arbitrariedades cometidas sobre os mais débeis – nomeadamente sobre os estrangeiros, os órfãos, as viúvas e os pobres. Essa é uma das condições para a manutenção da Aliança.
ACTUALIZAÇÃO
Na reflexão, considerar os seguintes dados:
O apelo a não prejudicar nem oprimir o estrangeiro convida-nos a considerar como acolhemos esses imigrantes que cruzam as nossas fronteiras à procura de melhores condições de vida e que, além da solidão, das dificuldades lingüísticas, do desenraizamento cultural, ainda são vítimas do racismo, da xenofobia, da má vontade, da exploração, das arbitrariedades cometidas por empresários sem escrúpulos, das violências praticadas pelas máfias que transacionam carne humana. Não podemos ficar indiferentes e insensíveis aos seus dramas e sofrimentos, ou sentir-nos alheados e desresponsabilizados face às injustiças que contra eles se cometem. Precisamos de ver em cada homem ou mulher – russo, moldavo, ucraniano, romeno, cabo-verdiano, angolano, guineense – um irmão que Deus colocou ao nosso lado e que temos de cuidar, proteger e amar.
O apelo a não maltratar nem a fazer qualquer mal à viúva e ao órfão convida-nos a considerar a forma como acolhemos e tratamos os nossos irmãos mais débeis, sem defesa, ou que pertencem a grupos de risco… São as crianças, exploradas, usadas, maltratadas, condenadas precocemente a uma vida de trabalho e impedidas de viver a infância; são os idosos, atirados para lares, condenados em vida a uma existência de sombras, subtraídos ao seu ambiente familiar e às suas relações sociais; são os doentes incuráveis, abandonados, condenados à solidão, que escondemos e que evitamos para não perturbar a nossa boa disposição e o mito de uma vida isenta de sofrimento e de morte… Precisamos de aprender que todos os homens e mulheres – particularmente os mais débeis, os mais carentes, os mais abandonados – devem ser respeitados, protegidos e amados.
O apelo a não explorar os pobres convida-nos a considerar a situação daqueles que não têm instrução e estão condenados a uma vida de trabalho escravo, ou que têm de viver com salários de miséria, ou que são vítimas da especulação com bens essenciais, ou que são enganados e vilipendiados… O nosso texto diz claramente que Deus não aceita um mundo construído deste jeito e sugere que nós, crentes, não podemos tolerar as situações que roubam a vida e a dignidade dos pobres.
Leitura II - 1 Tes 1,5c-10

AMBIENTE
Já vimos, no passado domingo, o contexto em que apareceu a Primeira Carta aos Tessalonicenses…
Depois de ter anunciado o Evangelho em Tessalónica e de ter juntado à sua volta uma comunidade viva e entusiasta, constituída majoritariamente por cristãos vindos do mundo pagão, Paulo teve de deixar a cidade à pressa, para fugir às maquinações dos judeus (ano 49/50). Entretanto, preocupado com a fidelidade dos tessalonicenses ao Evangelho, Paulo enviou Timóteo de volta a Tessalónica, a fim de saber notícias e de encorajar os tessalonicenses na fé. Paulo estava em Corinto quando Timóteo regressou de Tessalónica e apresentou o seu relatório. As notícias eram verdadeiramente animadoras: os tessalonicenses eram uma comunidade exemplar e viviam animada e empenhadamente o seu compromisso cristão, apesar das dificuldades e da hostilidade do meio.
Paulo, feliz e confortado, escreveu aos tessalonicenses animando-os a prosseguir no caminho da fidelidade a Jesus e ao Evangelho. Aproveitou também para completar a formação doutrinal dos tessalonicenses e para corrigir alguns aspectos da vida da comunidade. Estamos na Primavera/Verão do ano 50 ou 51.
MENSAGEM
Paulo continua a longa ação de graças que começou no vers. 2. Ação de graças, porquê?
Porque à ação evangelizadora dos apóstolos (Paulo, Silvano, Timóteo) e do Espírito Santo, os tessalonicenses responderam com o acolhimento entusiasta do Evangelho. O nascimento para Cristo da jovem comunidade cristã de Tessalónica aconteceu num ambiente de alegria e de júbilo, apesar da hostilidade provocada pela oposição dos judeus e pela tensão entre os cristãos e as autoridades da cidade.
De resto, a alegria e o sofrimento fazem parte do dinamismo do Evangelho, desde o início… Cristo ofereceu a sua vida até à cruz para que a Boa Nova do Reino chegasse a toda a humanidade; Paulo imitou Cristo e anunciou o Evangelho no meio de dificuldades e perseguições; os tessalonicenses imitaram Paulo e receberam jubilosamente o Evangelho, apesar da hostilidade dos seus concidadãos; os crentes de toda a Grécia (“da Macedônia e da Acaia”, as duas províncias romanas da Grécia) imitaram os tessalonicenses e sofreram alegremente pelo Evangelho… Dessa forma, fica manifesto que o Senhor, os apóstolos e toda a Igreja partilham o mesmo destino: todos percorrem o mesmo caminho, iluminados pelo Evangelho, no meio da alegria e do sofrimento.
A história desta longa cadeia que vai de Jesus à Igreja mostra que o Evangelho se torna um dinamismo de vida e de salvação para todos os povos quando é acolhido na alegria, apesar do sofrimento e da perseguição.
ACTUALIZAÇÃO
Ter em conta, na reflexão e partilha, os seguintes dados:
Muitas vezes entendemos a fé como um acontecimento pessoal, que diz respeito apenas a nós próprios e a Deus (“eu cá tenho a minha fé”) e que não nos compromete com os outros. Na realidade, a fé liga-nos a uma longa cadeia que vem de Jesus até nós e que inclui uma imensa família de irmãos espalhados pelo mundo inteiro. Tenho consciência de pertencer a uma família de fé e sinto-me unido e solidário com todos os meus irmãos em Cristo? Tenho consciência de que o meu testemunho e a minha vivência ajudam e enriquecem os meus irmãos, assim como a vivência e o testemunho dos meus irmãos me enriquecem e me ajudam a mim?
Nenhuma comunidade cristã é uma ilha. É preciso que as comunidades cristãs partilhem, estabeleçam laços, se interpelem uma às outras, se ajudem, se animem mutuamente… É nesse diálogo e nessa partilha que o projeto de Deus se vai tornando mais claro para todos e que podemos discernir, com mais nitidez, os caminhos de Deus. As nossas comunidades cristãs e religiosas estão abertas à partilha, ou são células isoladas, que vivem num total alheamento dos problemas, das vicissitudes e das dificuldades das outras comunidades?
Paulo considera que o dinamismo do Evangelho se cumpre na experiência paradoxal da alegria e da dor… Receber o Evangelho com alegria significa abrir-lhe o coração, acolhê-lo, deixar que ele encontre uma terra boa onde possa frutificar e dar fruto… A dor, por sua vez, não é uma realidade boa e que devamos procurar; mas pode ajudar-nos a confiar mais em Deus, a entregarmo-nos nas suas mãos, a amadurecermos o nosso empenho e o nosso compromisso, a percebermos o sentido dos valores evangélicos do dom e da entrega da vida.
Evangelho – Mt 22,34-40
AMBIENTE
O Evangelho deste domingo leva-nos, outra vez, a Jerusalém, ao encontro dos últimos dias de Jesus. Os líderes judaicos já fizeram a sua escolha e têm idéias definidas acerca da proposta de Jesus: é uma proposta que não vem de Deus e que deve ser rejeitada… Jesus, por sua vez, deve ser denunciado, julgado e condenado de forma exemplar. Para conseguir concretizar esse objetivo, os responsáveis judaicos procuram argumentos de acusação contra Jesus.
É neste ambiente que Mateus situa três controvérsias entre Jesus e os fariseus. Essas controvérsias apresentam-se como armadilhas bem organizadas e montadas, destinadas a surpreender afirmações polémicas de Jesus, capazes de ser usadas em tribunal para conseguir a sua condenação. Depois da controvérsia sobre o tributo a César (cf. Mt 22,15-22) e da controvérsia sobre a ressurreição dos mortos (cf. Mt 22,23-33), chega a controvérsia sobre o maior mandamento da Lei (cf. Mt 22,34-40). É esta última que o Evangelho de hoje nos apresenta… Ao perguntar a Jesus qual é o maior mandamento da Lei, os fariseus procuram demonstrar que Jesus não sabe interpretar a Lei e que, portanto, não é digno de crédito.
A questão do maior mandamento da Lei não era uma questão pacífica e era, no tempo de Jesus, objeto de debates intermináveis entre os fariseus e os doutores da Lei. A preocupação em atualizar a Lei, de forma a que ela respondesse a todas as questões que a vida do dia a dia punha, tinha levado os doutores da Lei a deduzir um conjunto de 613 preceitos, dos quais 365 eram proibições e 248 ações a pôr em prática. Esta “multiplicação” dos preceitos legais lançava, evidentemente, a questão das prioridades: todos os preceitos têm a mesma importância, ou há algum que é mais importante do que os outros?
É esta a questão que é posta a Jesus.
MENSAGEM
A resposta de Jesus, no entanto, supera o horizonte estreito da pergunta e vai muito mais além, situando-se ao nível das opções profundas que o homem deve fazer… O importante, na perspectiva de Jesus, não é definir qual o mandamento mais importante, mas encontrar a raiz de todos os mandamentos. E, na perspectiva de Jesus, essa raiz gira à volta de duas coordenadas: o amor a Deus e o amor ao próximo. A Lei e os Profetas são apenas comentários a estes dois mandamentos.
Os cristãos de Mateus usavam a expressão “a Lei e os Profetas” para se referirem aos livros inspirados do Antigo Testamento, que apresentavam a revelação de Deus (cf. Mt 5,17; 7,12). Dizer, portanto, que “nestes dois mandamentos se resumem a Lei e os Profetas” (vers. 40), significa que eles encerram toda a revelação de Deus, que eles contêm a totalidade da proposta de Deus para os homens.
A originalidade deste sumário evangélico da Lei não está nas idéias de amor a Deus a ao próximo, que são bem conhecidas do Antigo Testamento: Jesus limita-Se a citar Dt 6,5 (no que diz respeito ao amor a Deus) e Lv 19,18 (no que diz respeito ao amor ao próximo)… A originalidade deste ensinamento está, por um lado, no fato de Jesus os aproximar um do outro, pondo-os em perfeito paralelo e, por outro, no fato de Jesus simplificar e concentrar toda a revelação de Deus nestes dois mandamentos.
Portanto, o compromisso religioso (que é proposto aos crentes, quer do Antigo, quer do Novo Testamento) resume-se no amor a Deus e no amor ao próximo. Na perspectiva de Jesus, que é que isto quer dizer?
De acordo com os relatos evangélicos, Jesus nunca se preocupou excessivamente com o cumprimento dos rituais litúrgicos que a religião judaica propunha, nem viveu obcecado com o oferecimento de dons materiais a Deus. A grande preocupação de Jesus foi, em contrapartida, discernir a vontade do Pai e a cumpri-la com fidelidade e amor. “Amar a Deus” é pois, na perspectiva de Jesus, estar atento aos projetos do Pai e procurar concretizar, na vida do dia a dia, os seus planos. Ora, na vida de Jesus, o cumprimento da vontade do Pai passa por fazer da vida uma entrega de amor aos irmãos, se necessário até ao dom total de si mesmo.
Assim, na perspectiva de Jesus, “amor a Deus” e “amor aos irmãos” estão intimamente associados. Não são dois mandamentos diversos, mas duas faces da mesma moeda. “Amar a Deus” é cumprir o seu projeto de amor, que se concretiza na solidariedade, na partilha, no serviço, no dom da vida aos irmãos.
Como é que deve ser esse “amor aos irmãos”? Este texto só explica que é preciso “amar o próximo como a si mesmo”. As palavras “como a si mesmo” não significam qualquer espécie de condicionalismo, mas que é preciso amar totalmente, de todo o coração.
Noutros textos mateanos, Jesus explica aos seus discípulos que é preciso amar os inimigos e orar pelos perseguidores (cf. Mt 5,43-48). Trata-se, portanto, de um amor sem limites, sem medida e que não distingue entre bons e maus, amigos e inimigos. Aliás, Lucas, ao contar este mesmo episódio que o Evangelho de hoje nos apresenta, acrescenta-lhe a história do “bom samaritano”, explicando que esse “amor aos irmãos” pedido por Jesus é incondicional e deve atingir todo o irmão que encontrarmos nos caminhos da vida, mesmo que ele seja um estrangeiro ou inimigo (cf. Lc 10,25-37).
ACTUALIZAÇÃO
Na reflexão e partilha, considerar os seguintes pontos:
Mais de dois mil anos de cristianismo criaram uma pesada herança de mandamentos, de leis, de preceitos, de proibições, de exigências, de opiniões, de pecados e de virtudes, que arrastamos pesadamente pela história. Algures durante o caminho, deixamos que o inevitável pó dos séculos cobrisse o essencial e o acessório; depois, misturamos tudo, arrumamos tudo sem grande rigor de organização e de catalogação e perdemos a noção do que é verdadeiramente importante. Hoje, gastamos tempo e energias a discutir certas questões que são importantes (o casamento dos padres, o sacerdócio das mulheres, o uso dos meios anticonceptivos, as questões acerca do que é ou não litúrgico, aos problemas do poder e da autoridade, os pormenores legais da organização eclesial…) mas continuamos a ter dificuldade em discernir o essencial da proposta de Jesus. O Evangelho deste domingo põe as coisas de forma totalmente clara: o essencial é o amor a Deus e o amor aos irmãos. Nisto se resume toda a revelação de Deus e a sua proposta de vida plena e definitiva para os homens. Precisamos de rever tudo, de forma a que o lixo acumulado não nos impeça de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar o cerne da proposta de Jesus.
O que é “amar a Deus”? De acordo com o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor a Deus passa, antes de mais, pela escuta da sua Palavra, pelo acolhimento das suas propostas e pela obediência total aos seus projetos – para mim próprio, para a Igreja, para a minha comunidade e para o mundo. Esforço-me, verdadeiramente, por tentar escutar as propostas de Deus, mantendo um diálogo pessoal com Ele, procurando refletir e interiorizar a sua Palavra, tentando interpretar os sinais com que Ele me interpela na vida de cada dia? Tenho o coração aberto às suas propostas, ou fecho-me no meu egoísmo, nos meus preconceitos e na minha auto-suficiência, procurando construir uma vida à margem de Deus ou contra Deus? Procuro ser, em nome de Deus e dos seus planos, uma testemunha profética que interpela o mundo, ou instalo-me no meu cantinho cômodo e renuncio ao compromisso com Deus e com o Reino?
O que é “amar os irmãos”? De acordo com o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor aos irmãos passa por prestar atenção a cada homem ou mulher com quem me cruzo pelos caminhos da vida (seja ele branco ou negro, rico ou pobre, nacional ou estrangeiro, amigo ou inimigo), por sentir-me solidário com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa, por partilhar as desilusões e esperanças do meu próximo, por fazer da minha vida um dom total a todos. O mundo em que vivemos precisa de redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida… Na realidade, a minha vida é posta ao serviço dos meus irmãos, sem distinção de raça, de cor, de estatuto social? Os pobres, os necessitados, os marginalizados, os que alguma vez me magoaram e ofenderam, encontram em mim um irmão que os ama, sem condições?
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
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"Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face"(cf. Sl. 104, 3s).
Hoje somos convidados a buscar sem cessar a Deus.
O povo do antigo testamento foi muito bem educado na fé. Em uma análise muito profunda, com várias comparações com outras religiões, a religião de Israel dá um passo e um peso notabilíssimo à ética. Nisto consiste a primeira leitura de hoje(cf. Ex. 22,20-26), através de uma perícope antiguíssima, que relata em que convinha no agir das coisas simples do dia-a-dia da vida. A leitura relata o ensinamento de ontem e de hoje para não oprimir aqueles que são estrangeiros, migrantes, que padecem da ausência da terra paterna, tendo em vista que os israelitas perambularam como estrangeiros também. A leitura também nos ajuda a refletir sobre a necessidade de respeitar e apoiar as viúvas e os órfãos, bem como não cobrar juros elevados. Quem recebe um manto em penhor, tem que devolvê-lo antes da noite, para que a pessoa não passe a noite no relento.
A Primeira Leitura nos apresenta regras concretas para praticar o amor ao próximo. Trata-se de uma antiga coleção de normas concretas, colocadas sob a égide da Aliança – Código da Aliança – que trata da proteção aos pobres. Até os operários migrantes – estrangeiros – são considerados. Estas leis mostram como, numa sociedade simples, predominantemente rural, se encarna a Aliança com Javé, que dá proteção a seu povo e espera dele justiça. Quem despreza os pobres, está longe de Deus.
Irmãos e Irmãs,
O Evangelho de hoje(cf. Mt. 22,34-40) poderia ser resumido na seguinte frase: No equilíbrio das dimensões do amor está a santidade.
Mateus narra o maior mandamento nas suas três discussões com o judaísmo, respectivamente com os herodianos, com os saduceus e com os escribas farisaicos. Estes últimos querem ver como Jesus resume a Lei – que continha, conforme os rabinos, 248 mandamentos e 365 proibições, atribuindo-se igual peso a todos. Mas a resposta de Jesus é clara e incontestável: sem o amor a Deus e ao próximo, os outros mandamentos ficam vazios. O duplo mandamento principal é como os gonzos que seguram a porta da Lei. Jesus revela a unidade de dois mandamentos que, no Antigo Testamento, se encontram muito distantes: o judaísmo, pela multidão das árvores, não enxergava a floresta.
Jesus, nas palavras de Mateus, está no átrio do templo de Jerusalém, ou em miúdos, no coração da espiritualidade e da religiosidade dos judeus. Mas o que Jesus está fazendo ali? Ele está ali para mudar a mentalidade do povo em pontos fundamentais, ou seja, que toda a lei dos profetas é resumida na beleza do AMOR, a alma das leis, a lei das leis, o maior mandamento.
O amor que deve ser vivido em três estágios importantes: no amor para Deus, no amor para o próximo e no amor consciente da própria pessoa que caminha “na busca do rosto sereno e radioso do Seu Senhor”.
Irmãos e Irmãs,
A santidade é o resumo do amor para Deus, o amor para o próximo e o amor pessoal. O amor é o cumprimento da lei. No tempo de Jesus muitas eram as leis, umas muito radicais e outras muito simples. Era um corolário enorme para ser cumprido. Quando perguntaram maliciosamente qual era a lei de Deus a resposta do Divino Salvador foi imediata: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. No equilíbrio do amor a Deus, ao próximo e a sua própria pessoa como templo e habitação do Espírito Santo está a novidade de hoje: tudo isso é possível, porque assim agindo os cristãos já vivem aqui e agora a santidade de caminhada de vida cristã.
A certeza maior que todos hoje devemos ter é que amar até o extremo, amar sem reservas, dando-se e recebendo este amor misericordioso, o homem fica mais perto da palma da mão de Deus.
Se o cumprimento da lei era o distintivo do povo israelita, Deus hoje nos chama a atenção que não podemos fazer uma dicotomia entre a Lei de Deus e a Lei da Igreja, uma vive em função da outra, porque “A Lei Mata, mas o espírito vivifica” (cf. Rm. 4,6).
Seria como se eu ensinasse nas minhas lições de direito canônico que o direito é mais importante disciplina da Igreja. Não, o direito tem por finalidade iluminar a vida da Igreja. Por exemplo, se uma lei da Igreja está prejudicando a caminhada pastoral é necessário que eu a deixe de lado, ou mesmo a reinterprete, porque “a lei maior é a salvação das almas”.
Tudo isso porque amar a Deus e ao próximo são dois amores diferentes e inseparáveis. São distintos, mas devem caminhar juntos. Porque esse amor deve ser um amor inteligível, consciente, que gera compromisso com a vida comunitária e pastoral de nossa Igreja.
Ao assumir a condição humana Cristo assumiu toda a nossa humanidade, especialmente, nossos pecados. Viver o amor verdadeiro, nestas três dimensões, é um desafio cotidiano de conversão e de mudança de vida e de mentalidade. Se Deus nos salvou na Cruz nós devemos mergulhar no seu mistério, principalmente procurando buscar o rosto deste Senhor nos irmãos excluídos e marginalizados, naqueles que estão fora da escola, na rua, no relento, amando a todos com grande gratuidade e generosidade, porque Deus caristas est, ou seja, Deus é supremo amor, “porque onde há amor e a caridade aí Cristo está”.
Irmãos e Irmãs,
A Segunda Leitura(cf. 1 Tessalonicenses 1,5-10) coloca os tessalonicenses como exemplo de uma fé generosa, sem mesquinharias, na busca do Senhor Ressuscitado, na busca do rosto do Senhor da Vida. Os Tessalonicenses por se terem convertido ao Deus vivo, o Deus que age e fala e é escutado. Para estes primeiros cristãos, converter-se a Deus e a Jesus Cristo significava também esperar ardentemente a Parusia, a presença gloriosa de Jesus como Senhor. Já se sabem livres da condenação.
O mistério de Cristo, no seu todo, é vivido na Igreja, no conjunto de seus membros e em todos os séculos. O contemplativo serve aos homens, servindo a Deus; o ativo serve a Deus servindo aos homens. Os dois exprimem, especializando-se na imitação do Cristo, um mesmo e único mistério: o da vida religiosa do Verbo encarnado.
Chegando ao final do ano litúrgico em que nós somos convidados a uma preparação espiritual para a chegada do Advento e do Nascimento do Salvador todos nós devemos nos esforçar para “sermos imitadores dos Mistérios do Senhor”. Caminhando nesta perspectiva, com muito amor a Deus, ao próximo e a si mesmo devemos rever nossa caminhada, nos lançando na nova evangelização confiantes de que unidos na caridade, vivendo a Eucaristia, chegaremos a Deus, supremo amor e paz!
padre Wagner Augusto Portugal

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O mandamento do amor
A organização da sociedade supõe sempre regras de conduta que possibilitem uma normal relação entre as pessoas, digamos numa autêntica cidadania. Foi sempre assim desde o Código de Amurabi, escrito na pedra 2500 anos a.C., até à Carta das Nações que em 1948 consagrou os Direitos Humanos. Mais do que normas morais ou regulamentos fechados são precisas referências éticas que, em todas as situações, defendam e promovam a liberdade e a dignidade de todo o ser humano. Estas regras de conduta aparecem claramente no Livro do Êxodo com a defesa intransigente dos mais fracos (1ª leitura), são muito claras no Evangelho que propõe dois únicos mandamentos, o amor a Deus e ao próximo (Evangelho) e merecem o elogio de Paulo que aos Tessalonicenses pede que sejamos seus imitadores no cumprimento da Palavra que se recebe pelo Espírito Santo (2ª leitura). Toda a liturgia deste domingo consagra o mandamento do amor.
1. O mandamento novo é o amor
A proposta dos Mandamentos na história do Povo de Israel e na proposta de Jesus Cristo, vem-se simplificando até uma fórmula radical: “dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros” (Jo. 13, 34). No Deuteronômio, constam mais de 600 regras que os israelitas tinham que cumprir para serem fieis a Javeh. Esta complexidade de normas deu origem ao farisaísmo radical. Não era a lei feita para o homem, como dirá mais tarde Jesus Cristo, era o homem feito para a lei. Moisés, no caminho do deserto, subiu ao Monte Sinai e ali recebeu as Tábuas da Lei, com apenas 10 Mandamentos (cf. Ex. 20). Moisés guiava o povo pelos caminhos da liberdade e, por isso, sintetizava em 10 orientações os grandes princípios da vida em comum, na relação com Deus e na relação de uns com os outros. Quando Jesus vem, Ele diz claramente que não vem revogar a Lei, antes completá-la. Porém, reduz tudo a dois mandamentos, “Amar a Deus e amar o próximo” (cf. Mt. 22, 37-39). Mais tarde João no seu Evangelho reduz tudo ao mandamento do amor naquela Palavra de Jesus “Dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros como eu próprio vos amei” (Jo. 13, 34). A partir daqui há um só mandamento, o mandamento do amor.
2. Privilegiar os mais pobres
Desde o Povo de Israel até aos nossos dias, o mandamento do amor admite e propõe um privilégio, o de amar prioritariamente os mais carenciados. É assim no Livro do Êxodo em que os estrangeiros, as viúvas, os órfãos, os pobres devem receber gestos de amor. Há que proteger o pobre como o faz Deus que é cheio de misericórdia. Esta idéia será enriquecida por Jesus ao pedir que se tenha um coração de pobre disponível para os que sofrem (cf. Mt. 5, 3). A Igreja continuará a fazê-lo através dos séculos até Paulo VI quando ao falar da evangelização nos tempos modernos, dizia que é preciso acolher e ser solidário com os mais pobres e os que têm mais dificuldades (cf. EN 21). O verdadeiro amor irá privilegiar sempre os mais carenciados.
3. Importa ser sempre testemunha do amor
Paulo na carta aos Tessalonicenses reconhece como estes o souberam imitar nas atitudes de amor universal. Esta prática do amor alicerça-se sempre na Palavra de Deus, mesmo no meio de muitas tribulações e recebe uma força maior no Espírito Santo, Ele próprio o amor entre o Pai e o Filho no mistério de Deus. Baseados no testemunho de Paulo também os Tessalonicenses são testemunhas de amor na Macedônia, na Acaia, em todas as outras terras. Fica claro que o cristão dá sempre testemunho do amor universal.
monsenhor Vitor Feytor Pinto in “Revista de Liturgia Diária”

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Fomos criados para conhecer, servir e amar a Deus nesta vida e viver em comunhão de Verdade e de Amor com a Santíssima Trindade, com Nossa Senhora, os Anjos e os Santos do Paraíso para sempre.
Deus quer que esta nossa felicidade eterna comece, de algum modo, na terra, para continuar eternamente no Céu, embora elevada a um grau infinito. Participamos desde o batismo na Verdade que é Deus, pela fé da Igreja, e da Sua Vida de Amor, pela graça batismal.
Amar é a nossa vocação temporal e eterna, e o amor é a síntese de toda a Lei cá na terra.
A Igreja celebra neste Domingo o Dia Mundial das Missões, lembrando que este incêndio do amor de Deus deve ser ateado em todos os corações, tornando as pessoas participantes desta felicidade na terra e no Céu.
1. Somos o rosto de Deus
Jesus Cristo passou visivelmente pela terra há dois mil anos e ensinou-nos o caminho do Céu.
As pessoas conhecem-n’O hoje por aqueles que afirmam que O seguem na vida e na doutrina. É pelo testemunho de vida dos cristãos que as pessoas hão-de vir ao encontro de Jesus Cristo. Nós somos o Seu rosto, perante as pessoas que vão conosco a caminho do Céu.
Por isso, temos necessidade de meditar na Sua vida e de procurar imitá-lo.
• Profundamente humanos com todos. «Eis o que diz o Senhor: “Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás [...]. Não maltratarás a viúva nem o órfão.”»
Abandonados a nós mesmos, facilmente transformamos o mundo numa selva na qual o mais forte devora o mais débil. Verificamos isto mesmo ao longo da história e nos nossos dias.
Foi o homem pecador, seduzido pelo demônio, que instituiu no mundo a exploração dos mais fracos, a degradação da mulher em todas as suas formas, e a falta de respeito pela vida.
Ainda hoje, quando o homem se afasta de Deus, rapidamente implanta no mundo a opressão sobre os seus irmãos.
São pessoas paganizadas as que implantam o aborto legalizado e pago com o dinheiro público, oprimem os outros com leis injustas, e degradam a mulher em redes de pecado e de crime.
A posição social, profissional, econômica ou familiar não nos pode servir de motivo para oprimir os outros, os que estão em condição inferior, para os tratar injustamente e sem amor.
Sentir-se superior, elevar-se diante dos outros, desagrada ao Senhor e é uma ilusão, porque somos todos fundamentalmente iguais. Não há razão para complexos de superioridade.
Os povos acabam sempre por derrubar os que se fazem super-homens e rejeita-os.
Estamos todos ao serviço uns dos outros e vivemos já na terra a comunhão a que somos chamados a viver eternamente no Céu.
A fé ensina-nos que temos uma dignidade infinita porque somos todos – ou podemos ser – pela Batismo filhos de Deus.
Portar-se com altivez, falar aos outros com sobranceria é uma tentação para quem alcança posições de mando.
• Deus está do lado dos mais fracos. «Se lhes fizeres algum mal e eles clamarem por Mim, escutarei o seu clamor; inflamar-se-á a minha indignação e matar-vos-ei ao fio da espada.»
À primeira vista, parece que nada acontece àqueles que oprimem os outros e vivem insensíveis perante o sofrimento que lhes causam.
Mas com exemplos tirados da vida corrente, o Senhor ensina-nos o quanto Lhe desagrada o comportamento de insensibilidade para com os problemas alheios e como isto acarretará a nossa infelicidade.
Deus é misericordioso para com todos, mas o coração daquele que assim procede fecha-se, endurece e insensibiliza-se à graça. Não é Deus se afaste dele, mas ele mesmo se fecha ao Seu amor.
O modo de proceder do nosso Deus desconcerta-nos, porque os homens costumam estar quase sempre do lado dos mais fortes, mas é convite a que também nós procedamos deste modo.
Estejamos atentos ao nosso modo de proceder, pois quando experimentamos dificuldades na vida espiritual, insegurança nas tentações, falta de alegria e paz, havemos de pensar se tudo isto acontece pelo trata desumano que damos aos outros, pela insensibilidade que alimentamos perante o desamparo.
• Protege os mais débeis. «Se receberes como penhor a capa do teu próximo, terás de lha devolver até ao pôr do sol, pois é tudo o que ele tem para se cobrir, é o vestuário com que cobre o seu corpo. Com que dormiria ele?»
São exemplos de profunda humanidade os que o Senhor nos dá. Na antiguidade. A par de uma carência de agasalhos, havia estas espécies de penhor, por dívidas. Uma pessoa a quem fosse penhorada a capa teria de passar a noite a tiritar de frio.
Hoje, que estas situações acabaram, outras estão a surgir.
Há os que não têm trabalho para sustentar a família, que foram vítimas de injustiças, quer porque foram excluídos para deixar o lugar a outros, quer porque a empresa foi conduzida à falência por má administração ou mesmo fraudulentamente.
Os injustiçados que vêem os seus direitos de rastos pelos tribunais, vítimas de pessoas que se servem da sua influência para adiar as decisões ou fazê-las reverter em seu favor.
Pessoas vítimas de calúnias, que perdem a saúde e a alegria, pelo sofrimento que estas lhes causam.
Como podemos ser instrumentos de Deus no mundo, protegendo os mais débeis?
Há-de havê-los sempre na sociedade, por causa dos pecados dos homens que abusam da força ou da situação dos menos dotados.
Juntemos à sua a nossa voz, denunciando as injustiças e prontifiquemo-nos a defendê-los, todas as vezes que isso for possível.
2. O amor no centro da vida
A pergunta que fizeram a Jesus era embaraçosa naquela época, porque a casuística tinha elevado as prescrições da Lei a 613 e não era fácil eleger a que estava acima de todas.
Na Sua pregação, Jesus ensinou que o homem não era para o sábado, mas o sábado para o homem
• Amar a Deus. «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito’.Este é o maior e o primeiro mandamento.»
Amar a Deus sobre todas as coisas é o primeiro Mandamento da Lei e a razão de ser dos outros nove. Tudo quanto fazemos na vida há-de ser movido por este amor.
Não podemos imaginar uma vida agradável ao Senhor sem um esforço constante para fomentar a intimidade com Deus, pela fidelidade aos mandamentos, pela oração e pelo apostolado.
Um modo prático de viver este mandamento é renovar a intenção muitas vezes ao dia. Foi isto que o Anjo da Guarda de Portugal ensinou aos três Pastorinhos: “Dizei assim, sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó meu deus, é por Vosso amor...”
Temos de dar testemunho da nossa fé sendo profundamente piedosos.
“Tudo por Amor. Assim não há coisas pequenas:” (S. Josemaria, Caminho).
Os amores e os interesses humanos hão-de estar centrados neste amor. Não faz sentido ofender a Deus para manifestar amor a qualquer pessoa. Quando isto acontece, o amor que se manifesta não é verdadeiro amor.
O amor a Deus concretiza-se em fazer a Sua vontade; e isto nem sempre agrada aos nossos sentidos, por causa da desordem que o pecado original introduziu em nós.
Também o amor humano exige sacrifício heróico. Não se alimenta só de consolações.
• Amá-l’O nos irmãos. «‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’»
O Senhor planeou que iniciássemos na terra a vida de comunhão com os nossos irmãos.
Amamos tudo o que Deus ama. De outro modo, não O amaríamos com sinceridade. Sabemos que o homem é o único ser criado que Deus ama em razão de si mesmo. (cf. Concílio Vaticano I, Constituição Pastoral GaudiumetSpes).
Este amor concretiza-se em desejar o maior bem às pessoas, porque amar é querer bem.
Mas como não somos exclusivamente espirituais, devemos transparecer este amor com boas obras. Não se trata apenas de parecermos simpáticos, mas de vivermos em comunhão de alegrias e sofrimentos com as outras pessoas.
Por vezes, este amor mistura-se com a dor, porque exige de nós sacrifícios e pode, por sua vez, mortificar os outros. Quando o médico trata um doente, vê-se obrigado, por vezes, a molestá-lo. E as mães conhecem bem o quanto sofrem pelos seus filhos.
Quando se trata do amor ao próximo, é preciso levantar o olhar para o alto, como quem guia um veículo olhando sempre em frente. Às vezes, os pais entendem como amor o fazer todas as vontades aos filhos. Se um médico fizesse todas as vontades ao doente, e pusesse de lado os medicamentos que eles se recusam a tomar, abandonava-o à sua doença e à morte.
• Propagar este incêndio do Amor. «recebendo a palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo; [...] partindo de vós, a palavra de Deus ressoou não só na Macedônia e na Acaia, mas em toda a parte se divulgou a vossa fé em Deus.»
O bem supremo para todas as pessoas é a comunhão eterna com Deus. Nunca podemos esquecer esta orientação fundamental da nossa vida.
Amamos as pessoas quando lhes damos a conhecer Deus e as ensinamos a amá-l’O, cumprindo a Sua Lei.
Por isso, a evangelização missionária está no coração da Igreja e dos cristãos e constitui o testamento de Jesus, momentos antes de subir ao Céu. (cf. Mateus, 28,19).
Evangelizar não é mais uma devoção entre muitas outras. É uma preocupação nuclear para a nossa vida de filhos de Deus.
O nosso amor a Deus não seria verdadeiro, sincero, enquanto não procurássemos que Ele seja conhecido e amado por todas as pessoas. Ele é um Pai magnânimo e quer que todas as pessoas se sentem à Sua mesa na felicidade eterna do Céu.
Como poderemos viver este mandamento do Senhor?
Rezando pelos que lançam no mundo a semente do Evangelho. Sem a oração, a boa semente não germina. Ao rezar pela causa missionária fazemos um ato de humildade, porque reconhecemos que a evangelização não é fruto de uma ciência humana, mas obra de Deus. Os que evangelizam não azem mais do que oferecer ao Senhor os cinco pães e dois peixes, ou encher a talhas de água. A partir daí, o Senhor fará o milagre de encher as redes de bom peixe.
Muitas pessoas – podiam ser muitas mais – entregam a sua vida à difusão do Evangelho. Além destas que dedicam a vida inteira a este amor, podemos e devemos evangelizar o nosso meio. O grande inimigo de Deus nos nossos dias é a ignorância religiosa.

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“O amor pelo próximo nasce da escuta dócil da Palavra divina.”
A Palavra do Senhor, que há pouco ressoou no Evangelho, recordou-nos que no amor se resume toda a Lei divina. O Evangelista Mateus narra que os fariseus, depois de Jesus ter respondido aos saduceus fechando-lhes a boca, reuniram-se para o pôr à prova (cf. 22,34-35). Um destes, um doutor da lei, perguntou-lhe: Mestre, na Lei, qual é o grande mandamento?" (v. 36). A pergunta deixa transparecer a preocupação, presente na antiga tradição judaica, de encontrar um princípio unificador das várias formulações da vontade de Deus. Era uma pergunta difícil, considerando que na Lei de Moisés são contemplados 613 preceitos e proibições. Como discernir, entre todos eles, o maior? Mas Jesus não hesita, e responde imediatamente: "Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. É este o maior e o primeiro mandamento" (vv. 37-38). Na sua resposta, Jesus cita o Shemá, a oração que o israelita piedoso recita várias vezes ao dia, sobretudo de manhã e à tarde (cf. Dt. 6,4-9; 11,13-21; Nm. 15,37-41): a proclamação do amor íntegro e total devido a Deus, como único Senhor. O realce é dado à totalidade desta dedicação a Deus, enumerando as três características que definem o homem nas suas estruturas psicológicas profundas: coração, alma e mente. A palavra mente, diánoia, contém o elemento racional. Deus não é apenas objeto do amor, do compromisso, da vontade e do sentimento, mas também do intelecto, que portanto não deve ser excluído deste âmbito. É precisamente o nosso pensamento que se deve conformar com o pensamento de Deus. Mas depois Jesus acrescenta algo que, na realidade, não tinha sido perguntado pelo doutor da lei: "O segundo é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo como a ti mesmo" (v. 39). O aspecto surpreendente da resposta de Jesus consiste no fato de que Ele estabelece uma relação de semelhança entre o primeiro e o segundo mandamento, definido também esta vez com uma fórmula bíblica tirada do código levítico de santidade (cf. Lv. 19,18). E eis portanto que na conclusão do trecho os dois mandamentos são associados no papel de princípio-base no qual se baseia toda a Revelação bíblica: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (v. 40).
A página evangélica sobre a qual estamos a meditar realça que ser discípulos de Cristo significa pôr em prática os seus ensinamentos, que se resumem no primeiro e maior mandamento da Lei divina, o mandamento do amor. Também a primeira Leitura, tirada do Livro do Êxodo, insiste sobre o dever do amor; um amor testemunhado concretamente nas relações entre as pessoas: devem ser relações de respeito, de colaboração, de ajuda generosa. O próximo a ser amado é também o estrangeiro, o órfão, a viúva e o indigente, aqueles cidadãos que não têm "defensor" algum. O autor sagrado desce a pormenores específicos, como no caso do objeto dado em penhor por um destes pobres (cf. Êx. 20,25-26). Neste caso é o próprio Deus que faz de fiador na situação deste próximo.
Na segunda Leitura podemos ver uma aplicação concreta do máximo mandamento do amor numa das primeiras comunidades cristãs. São Paulo escreve aos Tessalonicenses, fazendo-lhes compreender que, apesar de os conhecer há pouco tempo, os aprecia e sente por eles afeto. Por isso indica-os como um "modelo para todos os crentes da Macedônia e da Acaia" (1Ts. 1,6-7). Não faltam certamente debilidades e dificuldades naquela comunidade fundada recentemente, mas é o amor que tudo supera, tudo renova, tudo vence: o amor de quem, consciente dos próprios limites, segue docilmente as palavras de Cristo, Mestre divino, transmitidas através de um seu fiel discípulo. "Vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor escreve São Paulo acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar das numerosas tribulações". "Partindo de vós, se divulgou a Palavra do Senhor, não apenas pela Macedônia e Acaia, mas propagou-se por toda a parte a fé que tendes em Deus" (1Ts. 1,6-8). Os ensinamentos que tiramos da experiência dos Tessalonicenses, experiência que na verdade irmana qualquer comunidade cristã autêntica, é que o amor pelo próximo nasce da escuta dócil da Palavra divina. É um amor que aceita também provações duras pela verdade da palavra divina e precisamente assim o verdadeiro amor cresce e a verdade resplandece em todo o seu esplendor. Como é então importante ouvir a Palavra e encarná-la na existência pessoal e comunitária! [...]
As leituras que a liturgia oferece hoje à nossa meditação recordam-nos que a plenitude da Lei, como de todas as Escrituras divinas, é o amor. Portanto quem pensa que compreendeu as Escrituras, ou pelo menos uma parte delas, sem se comprometer a construir, mediante a sua inteligência, o dúplice amor de Deus e do próximo, na realidade demonstra que ainda está longe de ter compreendido o seu sentido profundo. […] Maria Santíssima, que ofereceu a sua vida como "serva do Senhor", para que tudo se cumprisse em conformidade com a vontade divina (cf. Lc. 1,38) e que exortou a fazer tudo quanto Jesus dissesse (cf. Jo 2, 5), nos ensine a reconhecer na nossa vida a primazia da Palavra, a única que pode dar a salvação. Assim seja! (Bento XVI)