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I N T E R N A U T A S - M I S S I O N Á R I O S

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Um tesouro escondido no campo

17º DOMINGO TEMPO COMUM

Evangelho - Mt 13,44-52
Um tesouro escondido no campo


Comentários-Prof.Fernando


27 de Julho de 2014
AnoA

-UM TESOURO NO CAMPO-José Salviano


Para que nós pudéssemos entender a importância do Reino dos Céus, Jesus o comparou com as coisas mais valorizadas da nossa vida terrena: Um tesouro escondido no campo que enche de alegria e ambição a mente daquele homem que o encontrou, de modo que ele vende tudo para comprar aquele campo e fica dono do tesouro até então escondido. Continua...


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SÓ ENCONTRA O REINO DOS CÉUS, QUEM O PROCURA! - Olívia Coutinho

 

17° DOMINGO COMUM


Dia  27 de Julho de 2014

Evangelho Mt 13,44-52

Quando ouvimos falar de um Reino de amor, de paz e  de  justiça, imaginamos algo distante de nós, um lugar diferente deste mundo que a cada dia vai perdendo de vista o maravilhoso horizonte da paz e do amor! E quando ouvimos Jesus dizer,  que Reino dos céus está próximo, ficamos apreensivos, pois imaginamos   a proximidade da nossa morte.  Tudo porque ainda nos falta uma compreensão  maior do que Jesus nos diz. Muitos de nós, acreditamos num reino dos céus, somente  depois da  morte. 
É importante conscientizarmos, de que o reino dos céus,  não está aqui e nem ali,  ele não  é um lugar físico, e sim  um estado de espírito que pode ser vivido por todos aqueles que realiza a vontade de Deus, que estão  o tempo todo em sintonia com Jesus.
O  reino dos céus  não está  fora do nosso alcance,  pelo contrário, ele está mais próximo de nós do que imaginamos, já que, o próprio Jesus, que si dá a cada um de nós na eucaristia,  é a presença deste reino! Por tanto, o reino dos céus, já está em muitos de nós, que  alimentamos  do corpo e do sangue de Jesus!  
No evangelho deste Domingo, Jesus  continua chamando  a nossa atenção  para o supremo valor que devemos dar à salvação, priorizando sempre os valores do  reino! A vida nova que Deus nos oferece  por meio de Jesus,  não pode ser sacrificada por nenhum outro valor, pois  é  nesta vida nova, que se encontra o grande tesouro, que é o ingresso para a nossa  vida definitiva!
A porta de entrada para esta  vida nova que Jesus chama de reino dos céus, é o próprio Jesus! Longe Dele, não há como chegar ao  Pai ! Jesus é o caminho que nos conduz ao Pai, portanto, a nossa salvação, passa por Ele.
A primeira  parábola  descrita no evangelho de hoje, é a parábola do tesouro escondido. Nela Jesus  nos fala da importância de priorizarmos os bens eternos! O nosso tesouro celeste, é construído com as nossas  atitudes de amor do dia a dia.
Na segunda parábola, Jesus   compara o reino dos céus com um comprador que procura pérolas,  chamando a nossa atenção para  o valor supremo que devemos dar a salvação, nenhum outro valor pode  superar este bem maior.
Tanto na parábola do Tesouro escondido,  como na  do comprador de pérolas, Jesus quer nos dizer que só encontra o reino dos céus  quem o procura.
O texto  nos apresenta ainda a parábola da rede lançada ao mar. É Deus quem lança a sua rede, não, uma rede qualquer, e sim, uma rede ampla que pesca tudo. Essa experiência, todo pescador tem: ao lançar a rede ao mar, ele sabe que não terá  como evitar que os peixes não bons também  entrem na rede, pois  é impossível controlar o que acontece nas profundezas do mar. Só ao puxar a rede, é que ele  poderá fazer a seleção.  
Deus também não controla as profundezas do “mar” humano, Ele respeita  a liberdade de cada um, só fazendo  a seleção entre maus e bons  no dia do juízo final. Ao permitir que bons e maus permaneçam juntos, o nosso Deus misericordioso, dá a todos a oportunidade de conversão. Esta parábola nos adverte: nós  também passaremos por esta seleção.
No final do evangelho, Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro  coisas novas e velhas”. Com isso, Jesus quer nos dizer que o conhecimento do Reino dos céus, se faz de uma mescla de coisas novas e velhas, portanto, não se deve apregoar a mudança de tudo, ou seja, as coisas  que se aprende no antigo testamento também tem o seu valor.
Jesus não desconsiderou o que fora passado  no antigo testamento, o que Ele fez, foi apenas aprimorar o que fora ensinado. Na verdade, todos os ensinamentos de Jesus, que é um convite  a uma vida nova, são  baseados no antigo testamento, porém, revestido  de uma melhor interpretação.
Viver as alegrias do reino dos  céus , é viver o céu já aqui na terra, é estar no mundo  sem pertencer ao mundo.
  FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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Continuamos, neste hoje, a escutar Jesus falando-nos do Reino dos Céus. Saído do barco à beira-mar, chegado em casa, ele nos conta ainda três parábolas: o Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo; um homem o encontra e, cheio de alegria, vende tudo e o adquire! O Reino dos Céus é como uma pérola de grande valor; o homem vende tudo e, fascinado por sua beleza, vende tudo e a adquire... Observem, irmãos, que Jesus nos quer fazer compreender que quem encontra o Reino, sai de si! Encontra o sentido da vida, encontra aquilo por que vale a pena viver. Quem de verdade encontra o Reino, quem o experimenta, muda para sempre sua existência: vai ligeiro, vende tudo, fica cheio de alegria! Encontrar o Reino é encontrar Jesus, e encontrar Jesus de verdade é encontrar a razão de viver, o sentido da existência... é encontrar-se consigo mesmo! Quem encontra o Reino assim, se encontra, parte de si mesmo e vai viver de verdade! Quantos cristãos experimentaram isso, quantos se fizeram loucos, pareceram loucos, por amor de Cristo! Quantos jogaram fora amores, família, projetos, bens materiais... O que os levou a isso? O que aconteceu com santo Antão, que vendeu todos os bens e deu aos pobres e foi viver no deserto, sozinho? O que aconteceu com Francisco de Assis? O que aconteceu com a beata Madre Teresa de Calcutá ou com a irmã Dulce? O que aconteceu com aquele moço que largou tudo e foi ser religioso, com aquela moça sem juízo que entrou numa comunidade de vida? O que aconteceu com aquele casal, que mudou seu modo de viver, seu círculo de amizade, que deixou suas badalações? O que aconteceu com São Maximiliano Kolbe, que entregou a vida no lugar de um pai de família? Com o Bem-aventurado Anchieta, que deixou sua pátria e se embrenhou no Brasil selvagem para anunciar Cristo aos índios? O que aconteceu com todos esses? Eles descobriram o tesouro, eles encontraram uma pérola de valor imensurável, eles experimentaram a paz, a doçura, a verdade do Reino dos Céus!
Estejamos atentos! Quem é mole nas coisas de Deus, quem é pouco generoso no seguimento de Cristo, quem sente como um fardo os apelos do Senhor, não experimentou ainda, não encontrou o tesouro, não viu a pérola de grande valor, não descobriu de verdade o Reino dos Céus! Cristãos cansados, cristãos sem entusiasmo, cristãos pouco generosos, cristãos com uma lógica igual à do mundo são cristãos que nunca – nunca! – experimentaram a paz do Reino, a beleza do Reino, a doçura do Reino, a plenitude do Reino que Jesus nos mostra e nos dá! Atentos, irmãos: pode-se ser cristão e nunca ter experimentado o Reino! Pode-se ser padre ou religioso sem nunca ter descoberto o Reino... Aí, já não há alegria, já não há entusiasmo, já não corre, se arrasta, se rasteja! O Reino tem pressa, o Reino faz vibrar, o Reino nos impele porque descobrir o Reino e experimentar o amor de Deus em Jesus Cristo! Quantos de nós que se entusiasmam com tantas coisas e são tão lerdos quando se trata do Senhor e do seu Reino... Não seríamos nós um desses?
E, no entanto, o sonho de Deus é que todos possam encontrar o seu Reino; para isso ele nos criou, para isso nos destinou. Escutemos o Apóstolo: "Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde toda eternidade, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho... E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou também os tornou justos, e aos que tornou justos também os glorificou". Isso nos coloca diante de duas realidades, caríssimos. Primeiro: o dever que temos de anunciar o Reino a toda a humanidade! A Igreja é missionária, anunciadora do Reino dos Céus! Uma Igreja que não tenha o desejo, que não sinta a necessidade de levar Jesus aos que ainda não o conhecem, é uma Igreja morta, uma Igreja que já não experimenta a alegria de crer! Estejamos atentos: há tantos em terras distantes e tantos bem próximos de nós que não tiveram ainda a alegria do Reino dos Céus, pois que não encontraram o tesouro, na viram a pérola de grande valor! Ai de nós se não anunciarmos a esses a Boa Nova do Reino dos Céus! Nunca esqueçamos: quem encontra algo de muito bom, sente o desejo de comunicar, de partilhar, de tornar conhecido aos demais. Se em nós não há ímpeto missionário, é porque não encontramos, de verdade, a o Reino e sua alegria! Pensemos bem!
Mas, há uma segunda realidade, que precisamos levar em conta. Descobrir o Reino exige um olhar iluminado pela graça de Deus. Sozinhos, com nossas próprias forças, somos incapazes de discernir essa presença do Reino! Por isso é necessário suplicar, como Salomão, um coração para compreender: "Dá ao teu servo um coração compreensivo – um coração que escute!" No Evangelho de hoje, Jesus termina perguntando: "Compreendeste essas coisas?" – Senhor, pedimos nós, dá-nos um coração capaz de compreender! Sem vosso auxílio ninguém é forte, ninguém é santo! Mostra-nos o tesouro, que é o teu Reino! Faz-nos encontrar a pérola de grande valor, pela qual vale a pena perder tudo e todo nela encontrar! Faz-nos sentir que, pelo Reino, vale a pena deixar redes, barcos, a vida perder; deixar a família e dinheiro não ter!
Concluamos, agora, com a última, das sete parábolas: "O Reino dos Céus é como uma rede jogada no mar deste mundo... Ela apanha todo tipo de peixe" – apanhou a mim, a você... Olhem a Igreja, olhem a nossa comunidade: há de tudo! Todo tipo de gente, todo tipo de cristão! Mas, um dia, a rede será puxada para a margem... e os peixes bons serão recolhidos nos cestos do Senhor e os peixes ruins serão lançados fora, para o fogo queimar... Eis como Jesus termina! Prevenindo-nos que é necessário decidir-se pelo Reino, que nossa vida valerá ou não a pena, terá ou não sentido dependendo de nossa atitude em relação ao Reino que ele veio anunciar...
dom Henrique Soares da Costa

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O Reino: tesouro, pérola e rede
As leituras de hoje se entrelaçam na dinâmica da sabedoria divina a ser usufruída com o desejo incansável de um pescador e de alguém que busca pérolas preciosas. O reino pregado por Jesus exige decisão, empenho e discernimento. Caso contrário, cada um deverá pagar pela sua opção, sendo rejeitado ao separar as coisas boas das ruins, assim como o joio e o trigo, sobre os quais refletimos na semana anterior. A primeira leitura e o evangelho, complementados pela segunda leitura, são de grande simplicidade e trazem profunda mensagem de fé e esperança. Vejamos.
1ª leitura (1Rs. 3,5.7-12)
A sabedoria que Salomão não soube usar
Salomão ficou famoso por causa de sua sabedoria. É muito conhecido o episódio das duas mulheres prostitutas que brigavam por um mesmo filho (1Rs 3,16-28). Salomão solucionou o caso, mandando partir a criança ao meio e dividi-la entre as duas mulheres. Quando uma das mães reagiu, dizendo que ele poderia dar o filho à outra, e esta prontamente aceitou a proposta do rei, Salomão logo concluiu que a primeira era a verdadeira e ordenou que fosse considerada a mãe legítima. E o rei foi louvado pela sua sabedoria ao julgar. Na leitura de hoje, Salomão pede a Deus sabedoria para governar, julgar com equidade e bom senso ao discernir. Deus lhe concede além do pedido: um coração sábio e inteligente, como ninguém teve antes dele e ninguém terá depois dele (v. 12). No mundo bíblico, o coração é a sede do pensar e do conhecimento. É isso que Deus esperava de Salomão: sabedoria para governar. O leitor menos avisado logo pensará que Salomão, fazendo uso da sabedoria divina, terá feito um ótimo governo em Israel. Não é bem assim. Salomão explorou o povo com duros trabalhos, tirou o povo da roça e o levou para Jerusalém, de modo que pudesse, por meio de trabalhos pesados, construir um suntuoso templo em Jerusalém. Ademais, impôs-lhe um jugo pesado de impostos (1Rs. 5,12-12,11). Quando ele morreu, o país foi dividido em dois reinos, entre o norte e o sul, Israel e Judá, respectivamente. O povo clamou por alívio, mas seu filho e sucessor, Roboão, prometeu governar com dureza ainda maior: “Meu pai vos castigou com açoites, e eu vos açoitarei com escorpiões”, respondeu-lhes. Diante disso, surge a pergunta: por que, então, a nossa primeira leitura de hoje, 1Rs 3,5.7-12, enaltece tanto a Salomão? A resposta é simples: o texto se refere ao início de sua atividade governamental.
Ainda em nossos dias, muitos governos iniciam bem o mandato, mas acabam se corrompendo e explorando o povo. “Nada há de novo debaixo do sol”, já registrou a sabedoria de Eclesiastes 1,9. Salomão não soube usar a sabedoria que Deus lhe deu. A sabedoria de Deus é coisa boa, mas o ser humano, assim como tantos Salomões de hoje, desvia-a para o mal, pois não sabe discernir entre o bem e o mal. Para que isso aconteça, é preciso muita sabedoria. É o que vemos, na sequência, no evangelho de hoje.
Evangelho (Mt. 13,44-52)
O reino de Deus é como um tesouro, uma pérola e uma rede
A comunidade de Mateus termina o discurso de Jesus em parábolas com três outras comparações: o reino é como o tesouro, a pérola e a rede. Todas elas procuram ligar a sabedoria com a busca incessante do reino de Deus. Destaque, no entanto, para a última, explicada alegoricamente, associando o ato do pescador de separar os peixes com o fim do mundo.
O reino de Deus, na primeira parábola, é comparado ao tesouro encontrado no campo por um trabalhador. Encontrá-lo, assim como uma pérola, leva-o a comprar a terra, onde ele decide esconder o precioso achado. Fato semelhante ocorre em nossos dias: basta encontrar minério ou gás em terras outrora desvalorizadas, como ocorreu recentemente com o norte de Minas Gerais, que as terras se tornam supervalorizadas da noite para o dia. O tesouro encontrado é sinal de vida. A terra também. O sacrifício torna-se justificável na aquisição da terra. Jesus alude à sabedoria de quem busca incansavelmente o reino pregado por ele. Na tradição do Primeiro Testamento, o livro dos Provérbios diz: “Feliz o homem que encontrou a sabedoria..., mais feliz ainda é quem a retém” (Pr. 3,13-18). Reter o reino é considerá-lo como uma pérola preciosa que o comerciante sai à procura até encontrar. Não medindo esforços, ele vende tudo para comprá-la. O historiador Flávio Josefo, em Guerra judaica VII, 115, informa-nos que os romanos, depois da guerra de 70 que assolou Jerusalém, encontraram enterrados ouro, prata e objetos preciosos que pertenciam aos judeus. Esse fato ocorreu não somente com os romanos, pois era costume entre judeus, ante uma invasão estrangeira, enterrar os bens. O povo simples almejava encontrá-los. Imagine, então, a repercussão da fala parabólica de Jesus? O ensinamento de Jesus provoca encantamento no povo e desejo de deixar tudo para sair à procura do reino.
Os rabinos contavam uma parábola parecida. Havia um mestre que guardava em seu turbante uma pérola preciosa. Passando em uma ponte, deixou-a cair no rio e um peixe a engoliu. O mestre, então, passou a comprar todos os peixes na feira de sua cidade até encontrar novamente a sua pérola.
A terceira e última comparação com o reino de Deus é a rede que o pescador lança ao mar. Mar e rede se encontram nas mãos de pescadores. O mar é o símbolo do mal. Dele emanava tudo que não prestava. Nele morava o Leviatã, a força do mal opositora de Deus. Para ele se atiraram os porcos da cidade de Gerasa, os quais receberam os demônios que Jesus tinha expulsado (Mt 8,30-32). No episódio dos porcos, trata-se de uma linguagem apocalíptica: os porcos representam a legião romana – o mal que devia voltar de onde veio, o mar. Não por menos, a pesca exige separar o que presta do que não presta. Assim será no fim dos tempos: Deus julgará a todos pelas suas ações más e justas. Quem em vida foi sábio, procurou o reino e sua justiça, será considerado justo e se encontrará com Deus. Para quem não agiu assim restará a fornalha ardente e o ranger de dentes.
O evangelho termina citando uma personagem importante na sociedade daquela época, o escriba. A comunidade judaico-cristã de Mateus lhe confere a autoridade de seguidor do reino e de sábio que sabe distinguir entre as coisas da tradição judaica e aquelas que Jesus ensinava. Em outras palavras: o escriba judeu é o novo mestre dos ensinamentos de Jesus à luz da tradição judaica. Como ele, somos chamados a ler e atualizar sempre a palavra de Deus à luz dos acontecimentos do nosso tempo.
2ª leitura (Rm 8,28-30)
Ser imagem do Filho e pertencer ao reino de Deus
Complementando o que foi dito nas leituras acima, esse pequeno trecho da carta aos Romanos, ao tratar do ser imagem do Filho, remete-nos a um tema referencial de nossa fé judaico-cristã, nossa criação como imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26). Imagem é ser igual a Deus, e semelhança, um vir a ser. Nessa perspectiva, Paulo afirma que aos que Deus chamou e ama, ele lhes confere o ser imagem do seu Filho e nele recuperar a glória perdida.
Jesus e o reino de Deus das leituras anteriores são, na pregação paulina, a filiação divina do ser humano e a fraternidade universal do mundo com Deus, na justiça.
PISTAS PARA REFLEXÃO
1. A procura pela sabedoria é um constante desafio para cada um de nós. Uma faina diária que exige persistência. Um caminho sempre aberto. Nessa mesma linha de pensamento, não basta aderir ao reino pregado por Jesus. É preciso assumir com responsabilidade a sua causa, o que implica decidir sempre.
2. Procurar demonstrar para a comunidade que ser cristão é ser ético em todas as condições da vida. Muitos se dizem cristãos e compactuam com a injustiça no trabalho, na vida social, na política etc. Humanamente, estamos todos sujeitos ao erro, mas perpetuar-se nele é perder a dinâmica do agricultor que faz de tudo para comprar o campo do tesouro e do comerciante que procura pérolas preciosas.
3. Demonstrar para os fiéis que quem participa da comunidade tem a sua vida mudada para melhor, pois ela, como espaço de construção do reino, é um bem, um tesouro para quem a encontra.
freiJacir de Freitas Faria, ofm
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Pérolas e tesouro
Estamos novamente diante do tema do reino. O mundo novo de que fala Jesus e que ele veio inaugurar com sua vida, pregação,  paixão, morte e ressurreição começa a se realizar entre nós. Mas será preciso força, ânimo, perseverança e garra. Não se trata apenas de fazer parte de grupo de pessoas boas, piedosas e religiosas. Será preciso  estar num constante estado de vigilância e de busca. Nada de mesmice, de repetição de obviedades.
O Reino é semelhante a um tesouro escondido no campo. O buscador de felicidade é aquele que deseja entrar numa ordem nova de coisas.  Ele investiga, se inquieta, procura. Observa pessoas que vivem evangelicamente. Tem simpatia por elas e  as considera como os grandes da terra. Pensam, por exemplo, que  Francisco, o pobre de Assis seja alguém que encontrou o tesouro.  Ele, como Clara, venderam o que tinham e se lançaram na imensa e belíssima aventura de serem somente de Deus. “Um homem o encontra e o mantém escondido”.  Ele vai, organiza as coisas e sua vida, vende o que tem e compra o tesouro.  Deixa de lado ilusões e coisas sem muito amanhã e se  arruma interiormente para se desligar de tudo, ser livre e comprar a alegria do evangelho.   Os que encontram o tesouro do evangelho passam a viver uma vida nova e diferente. O tesouro do reino é mais importante do que tudo ao que antes demos importância.  Francisco fala de conversão. Do doce que se torna amargo e do amargo que se torna doce.  O tesouro está por ai. São Jerônimo diz que o tesouro do campo é a Palavra de Deus no qual estão escondidos os tesouros da sabedoria e da ciência.
Marcel Domergue, jesuíta, assim fala da pérola preciosa: “À primeira vista poder-se-ia dizer que a parábola da pérola não faz outra coisa senão repetir a do tesouro. Há, no entanto, diferenças significativas.  Aquele que acha o tesouro, na verdade, nada procurava, o  comprador que procura  pérolas preciosas sabe que ela existe. Esta preocupação poderia parecer estranha ao “Reino dos céus”. Portanto, o Reino se oculta também nessa busca que será satisfeita e plenificada”. Assim, as pessoas sinceras andam desejosas de ir além daquilo que buscam, que vivem, que planejam. O homem que encontra essa pérola preciosa se dá conta que sua vida pregressa  não tem grande valor e pode ser deixada de lado. A força do Evangelho, da pessoa de Jesus que está atrás do Evangelho, é a única riqueza.  O que encontra a pérola, como aquele que acha o tesouro se vê levado a tudo vender. O jovem rico do evangelho tinha muitas pequenas seguranças.. Jesus havia olhado em seus olhos e o chamado para viver na qualidade de discípulo, mas ele não teve a coragem de romper com suas seguranças. Ficou sem a pérola e sem o tesouro...
Depois dos primeiros tempos, a Igreja compreendeu que o Reino não é objeto de expectativa passiva; para tornar-se realidade definitiva, cujo penhor se possui, exige o esforço constante e ativo de todos. No Reino de Deus tudo já está realizado, mas tudo ainda deve realizar-se e se realiza cada dia com a intervenção conjunta em Cristo Jesus, de Deus e dos homens” (missal dominical da Paulus).
frei Almir Ribeiro Guimaeães

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Investir no Reino de Deus
A liturgia de hoje tem um duplo acento, sapiencial e escatológico.
As orações sintonizam com a parábola escatológica da rede, segunda parte do evangelho (não abreviado). Mas o tema principal é o do “investimento” da pessoa naquilo que é seu valor supremo. Este tema (sapiencial) retém nossa atenção.
O Rei Salomão não pediu a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de distinguir entre o bem e o mal (1Rs. 3,5ss - 1ª leitura). Neste sentido, ele prefigura o negociante da parábola da pérola, homem de bem, mas perspicaz, que arrisca tudo o que tem num investimento melhor (Mt. 13,45s - evangelho). Esta parábola vem acompanhada de outra, que parece elogiar a especulação imobiliária: um homem vende tudo para comprar um campo no qual está escondido um tesouro.
A lição de todos esses textos é: investir tudo naquilo que é o mais importante - sabedoria humana, mas que se aplica também à realidade divina, ao Reino de Deus. Ora, em que consiste, concretamente, o tesouro desta parábola? Para discernir isso precisamos da sabedoria que Salomão pediu e que lhe propiciou pronunciar juízos sábios (1Rs. 3,16-28). Ora, sabemos também que Deus tem predileção pelos que mais precisam, os pobres e desprotegidos; não serão estes um bom investimento?
Estas parábolas sugerem duas atitudes básicas. Negativamente, desprender-se de posses que não vale a pena segurar (como Salomão, no fundo, relegou a riqueza material para segundo plano, pelo menos na sua oração). E, positivamente, investir naquilo que é realmente o mais importante, aquilo em que Deus mesmo investe; justiça e bondade, iluminadas pela sabedoria. A atitude negativa (desprendimento) e a positiva (investimento) são “dialéticas”: uma não funciona sem a outra.
Não somos capazes de nos desprender do secundário, se não temos claro o principal. Por falta do principal, o investimento do amor, o esforço de desprendimento pode virar masoquismo. Por outro lado, nunca conseguiremos investir o nosso coração para adquirir a pérola do Reino de Deus, se não soubermos nos desprender das jóias falsas que enfeitam nossa vida. Por isso, tanto idealismo fica num piedoso suspiro...
A coleção de parábolas de Mt 13 termina na parábola escatológica da rede, muito semelhante à do joio no trigo (cf. dom. passado; na leitura evangélica abreviada, esta parábola fica fora; há oportunidades melhores para falar do Último Juízo, p.ex., nos 32°-34° dom. do tempo comum).
Olhando para a 2ª leitura, encontramos um dos textos maiores da Carta aos Romanos. Deus, como um bom empreiteiro, faz todo o necessário para o bem daqueles que o amam, levando a termo a execução de seu desenho (“desígnio”) (Pan 8,28). De antemão conheceu os que queria edificar, como um arquiteto tem um edifício na mente; ele os projetou (“predestinou”; o termo grego proorizein significa “planejar, projetar”), conforme o protótipo que é Jesus mesmo, seu filho querido, ao qual ele gostaria que todos se assemelhassem.
E aos que assim planejou, também os escolheu (“chamou”); os ‘justificou” (qual empreiteiro que verifica sua obra durante a execução, decidindo se serve ou não) e, arrematando a obra, os “glorificou” (como em certas regiões os construtores celebram o arremate coroando de flores a cumeeira da casa nova). Este texto nos faz entender o que os teólogos chamaram a “predestinação”: não significa que Deus criou uns para serem salvos e os outros (a “massa condenada”) para serem perdidos. Significa que, como bom empreiteiro, Deus faz tudo o que for preciso para arrematar a salvação naqueles que se dispõem para ela; e como conhece o coração de todos, ele também conhece os que se prestam à salvação e os que não se deixam atingir. Quem optar por acentuar a linha escatológica na liturgia de hoje (cf. Mt. 13,47-52), encontrará nesta 2ª leitura um tema digno de reflexão.
Os dois acentos de hoje, o sapiencial e o escatológico, se completam. Pois é com vistas à salvação definitiva que se deve fazer o investimento certo hoje.
Johan Konings"Liturgia dominical
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Evangelho: Mt. 13,44 – 52
1. O texto de hoje é a conclusão do discurso sobre o mistério do Reino (13,1-52). Veremos o texto em três partes:
a. a opção radical pelo Reino – vv. 44-46
b. o Reino em meio aos conflitos – vv. 47-50
c. o convite ao discernimento – vv. 51-52

a. a opção radical pelo Reino – vv. 44-46
2. Estes três versículos encerram duas pequenas parábolas: a do tesouro escondido (v. 44) e a da pérola de grande valor (vv. 45-46). Ambas focalizam o tema da opção radical pelo Reino da Justiça, diante do qual vale a pena arriscar tudo, alegremente (“buscai em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”, Mt. 6,33).
3. Ambas as parábolas mostram a atitude de alguém que vende tudo o que possui para conquistar o novo, – algo de valor incalculável, – o único valor absoluto. Podemos imaginar os efeitos que essas parábolas tiveram para as comunidades siro-palestinenses, desiludidas e ameaçadas de afrouxamento.
4. O tesouro escondido (v. 44). A parábola não compara o Reino com o tesouro, mas quer mostrar o estado de ânimo de quem encontra esse tesouro. Esse estado de ânimo deveria animar os que descobrem o Reino da Justiça como valor absoluto de suas vidas.
5. O texto afirma que o descobridor não estava à procura de tesouros. Ele simplesmente topa com ele, sem esforço algum. O Reino da Justiça não é objeto de buscas intermináveis, pelo contrário, está à nossa frente, diante dos olhos, ao nosso alcance, aos nossos pés. A reação de quem encontrou o tesouro é de alegria e desembaraçamento de tudo para a obtenção desse tesouro. Diz Mateus: aí está o estado de ânimo de quem descobriu – na prática da justiça do Reino – o filão escondido do mundo novo.
6. O Reino é dom gratuito, manifestado na prática de Jesus. A esse achado inesperado correspondem alegria e desprendimento total. Não se trata de renunciar para obter o Reino. Trata-se de uma descoberta que possibilita desembaraçar-se alegremente de tudo.
7. A pérola de grande valor (vv. 45-46). Embora haja diferenças com a parábola anterior pelo fato de o comprador estar buscando pérolas e a não-menção da alegria com que vende seus bens, contudo o significado da parábola é o mesmo: ao encontrar um valor maior, desfaz-se o mercador de tudo para possuí-lo, porque vale a pena. Deve ficar claro que o Reino não é troca de mercadorias.
8. As parábolas querem salientar que nada faz falta a quem descobriu o sentido e o valor da luta pela justiça.
b. o Reino em meio aos conflitos – vv. 47-50
9. A parábola da rede lançada ao mar (vv. 47-50) prolonga o tema da parábola do joio no meio do trigo (domingo passado) e tem sabor de escatologia final. Na sociedade convivem – lado a lado – “peixes bons” e “peixes ruins”.
10. Quem lança a rede é Deus e só a ele compete ordenar a triagem. O juízo constará da separação. A parábola vem mostrar qual será a sorte final daqueles que perseverarem no discernimento e na opção definitiva pelo Reino da Justiça.
c. o convite ao discernimento – vv. 51-52
11. Nos vv. 51-52 temos a conclusão das parábolas. A insistência do v. 51 cai sobre a compreensão e discernimento: “vocês compreenderam tudo isso?” Não se trata simplesmente de entender o sentido das parábolas, mas antes de compreender (prender com, tomar consigo, apropriar-se), assumir o ensinamento e a prática do Reino que elas manifestam.
12. Compreender o mistério do Reino pode ser resumido em dois pontos:
12.1. o mistério do Reino já foi e continua sendo manifestado naquilo que Jesus diz e realiza;
12.2. o que ele diz e realiza se prolonga na práxis da comunidade cristã em meio a uma sociedade conflituosa. A função da comunidade não é fazer a triagem ou fugir da realidade, mas dar continuidade à prática de Jesus.
13. Os discípulos (e as comunidades) afirmam ter compreendido tudo. “Por isso, diz Jesus, todo doutor da Lei – que se torna discípulo no Reino do céu – é como um pai de família que tira do seu baú coisas novas e velhas” (v. 52).
14. O versículo 52 faz uma comparação entre o doutor da Lei e o pai de família:
14.1. é possível ver nesse doutor uma referência ao próprio autor que relê o AT (coisas velhas) à luz da novidade de Jesus (coisas novas);
14.2. pode ser também um modo pelo qual Mateus justifica as adaptações das parábolas às novas realidades das comunidades. Ser discípulo do Reino de Justiça permite administrá-lo sabiamente, como o pai de família, para que sua mensagem ilumine novos desafios;
14.3. pode ser ainda uma referência ao catequista cristão. O catequista está sempre à procura de algo que – partindo da prática de Jesus – possa inspirar e levar à solução dos novos conflitos que se apresentam (necessidade da catequese adaptar o núcleo da fé às novas situações e desafios de uma sociedade conflituosa)..
1ª leitura: 1Rs. 3,5.7–12
15. O poder a serviço do povo. Salomão herdou de seu pai Davi um grande império (por volta de ano 971 a.C.) e cabe-lhe agora administrá-lo sabiamente. O rei se encontra em Gabaon para oferecer um sacrifício (v. 4). Ali Javé se comunica com ele em sonho e lhe diz: “peça-me o que desejar e lhe darei” (v. 5).
16. Salomão tem consciência de suas limitações e incapacidades, principalmente se comparadas com a capacidade e equilíbrio encontrados em Davi (v. 7). A função do rei pode ser sintetizada em três itens presentes no texto:
1. governar: O rei é responsável pelo bom uso do bem público, preocupando-se em primeiro lugar com o bem-estar e prosperidade do povo (cf.v. 9);
2. julgar: cabe a ele preservar e promover a justiça, sem discriminações (a ordem social depende de leis justa não privilegiem alguns em detrimento de outros);
3. ter bom senso e discernimento em vista da justiça: o poder se converte em benefício ou iniqüidade, dependendo do uso que dele se faz.
17. Na oração de Salomão todos esses requisitos estão presentes: ele foi escolhido para governar, julgar e saber discernir. Mais ainda: essa oração revela qual seja a posição da autoridade em relação a Deus e ao povo.
17.1. Em relação a Deus: Salomão assume a atitude de servo, chamando a Deus de Senhor e considerando-se servo dele (cf.v. 7). O rei, portanto, não é senhor mas servo.
17.2. Em relação ao povo: Salomão tem consciência de que o povo pertence a Deus (cf.v. 9). Ele, portanto, não pode assenhorear-se do povo sem estar em gritante contradição com sua função de servo do povo de Deus.
18. O discernimento de Salomão agradou a Deus (v. 10), que lhe concede sabedoria para praticar a justiça (v. 11) e um coração sábio e inteligente (v. 12: o coração para o povo de Deus, é a sede do discernimento).
19. Este é o ideal do rei ou do administrador da coisa pública. Contudo, a história de Israel leu – em Salomão e na sua posterior administração – a perversão do poder.
20. Isso se explica porque esses relatos sobre Salomão receberam sua redação definitiva no período que vai de antes até o final do exílio na Babilônia. São fruto da redação deuteronomista do tempo de Josias (640-609 a.C.) e do exílio. A redação deuteronomista reflete sobre os porquês da catástrofe nacional, e detecta em Salomão um vírus que passou a seus sucessores, culminando com a desgraça total do povo e da nação (exílio). Vírus esse que pode ser detectado na política, na administração e na burocracia que escravizaram o povo (… tão diferente de Davi).
21. Pondo no início do reinado de Salomão a oração que lemos hoje, a escola deuteronomista quis fazer uma grave advertência: as intenções iniciais do rei podiam ser boas, mas ele não foi capaz de promover o bem do povo, a justiça e a paz, porque a febre do poder tomou conta dele. … E se ainda hoje amargamos a catástrofe nacional é porque o “vírus salomônico” se tornou epidemia …
2ª leitura: Rm. 8,28–30
22. Os três versículos de hoje são a conclusão da argumentação de Paulo em torno do segundo princípio fundamental (8,14-30) que rege a vida do cristão: a filiação divina (o 1º principio é o Espírito que comunica vida, cf. 8,1-13).
23. Nós somos filhos de Deus, e, como tais, somos destinados à glória. Isso faz parte do projeto de Deus, que propõe vida em plenitude, de acordo com a sua vontade. Deus criou o ser humano destinado à glória e não ao fracasso (como pregavam certas correntes de pensamento da época).
24. Paulo, – mediante o discernimento à luz da prática de Jesus morto e ressuscitado, – chegou à certeza (= sabemos) de que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu desígnio (v.28).
25. Como chegou à essa conclusão ?
Lendo os acontecimentos e a vida a partir do que Deus realizou com a morte e a ressurreição do seu Filho Jesus e com a efusão do Espírito Santo. Em base a isso Paulo descobre o Deus de amor que provê às necessidades dos que nele crêem (cf. Sl. 97,10; Sl 145,20; Tb. 13,14; Ecl. 8,12; Eclo. 34,16), chegando ao gesto ímpar de amor, anistiando a humanidade e convidando-a à vida mediante a morte e ressurreição do seu Filho (cf. 8,3).
Transcrição de citações acima:
Sl 97,10: Javé ama quem detesta o mal, ele guarda a vida dos seus fiéis e da mão dos ímpios os liberta.
Sl 145,20: Javé guarda todos os que o amam, mas vai destruir todos os ímpios.
Tb 13,14: Felizes os que te amam! Felizes os que se alegram em tua paz! Felizes todos os homens que tiverem lamentado teus castigos!
Pois vão se alegrar em ti, verão toda a tua felicidade para sempre.
Ecl. 8,12: um pecador sobrevive… mas eu sei também que acontece o bem aos que temem a Deus, porque eles o temem.
Eclo. 34,16: o que teme ao Senhor nada receia, nem se aterroriza, pois o Senhor é sua esperança.
26. Os cristãos de Roma tiveram conhecimento do amor de Deus através do anúncio do evangelho. Tornando-se cristãos responderam ao Evangelho e, mais ainda, ao amor de Deus.
27. Os vv. 29-30 desenvolvem o pensamento já iniciado no v. 28. O ápice do projeto divino é Deus sendo glorificado e os seres humanos participando dessa glória, tornando-se “imagem do Filho, a fim de que o Filho seja o primeiro entre muitos irmãos”! (v. 29).
28. Paulo sintetiza o que é a filiação divina: é ser filho no Filho, fazendo com que o mundo seja uma grande fraternidade, com um único Pai: Deus. Tal é o objetivo do anúncio evangélico dirigido às pessoas.
29. Os cristãos de Roma tinham consciência do que significava “ser filhos de Deus”. Mas custavam crer, porque olhavam demais para o número dos próprios limites e falhas. Paulo garante; quem foi chamado a viver, – no Filho, – a filiação divina, já foi anistiado por Deus (“os que chamou, também justificou”).
30. A precariedade humana não é o fator decisivo. Decisivo é o amor do Pai que perdoa. E não só perdoa, como também glorifica, ou seja, vai conduzindo até que todos possam viver a plenitude do seu amor (v. 30).
Refletindo
1. O tema principal da liturgia de hoje é o do “investimento” da pessoa naquilo que é seu valor supremo. Este tema sapiencial retém nossa atenção. O rei Salomão não pediu a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de distinguir entre o bem e o mal (1ª leitura). Neste sentido, ele prefigura o negociante da parábola, homem de bem, mas perspicaz, que arrisca tudo o que tem num investimento melhor (evangelho).
2. A lição de todos os textos é investir tudo naquilo que é o mais importante. Mas em que consiste mesmo o tesouro desta parábola? Estas parábolas sugerem duas atitudes básicas. Negativamente, desprender-se de posses que não valem a pena segurar. Positivamente investir naquilo que é realmente o mais importante, aquilo em que Deus mesmo investe: justiça e bondade, iluminadas pela sabedoria.
3. A atitude negativa (desprendimento) e a positiva (investimento) são “dialéticas”: uma não funciona sem a outra. Não somos capazes de nos desprender do secundário, se não temos claro o principal. Nunca conseguiremos investir o nosso coração para adquirir a pérola do Reino de Deus, se não soubermos nos desprender das jóias falsas que enfeitam a nossa vida. (… Isso explica, tanto idealismo, tanta boa vontade, sem êxito nenhum!).
4. Muitos procuram a vida toda o verdadeiro tesouro, mas não conseguem nem chegar perto, porque querem levar tudo consigo durante o tempo todo. Esquecem-se do alerta do Mestre: “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt. 6,21).
5. Também Salomão da primeira leitura pediu a Deus um coração aberto para ouvir e buscar o tesouro maior, que é a sabedoria de discernir entre o bem e o mal. Engana-se, todavia, quem pensa que, por causa dessa oração, Salomão foi um rei sábio e justo. Pelo contrário, a sede de poder, a cobiça e os interesses próprios invadiram seu coração e ele se esqueceu do povo, da justiça e do direito.
6. O mundo consumista em que vivemos coloca o dinheiro como o tesouro maior, o motor que move e dirige todos os setores da sociedade e a razão de ser para todos os que buscam o poder. Os textos de hoje querem chamar nossa atenção para ver se, de fato, buscamos o verdadeiro tesouro, ou se nos perdemos pelo caminho (pelas trilhas e atalhos).
7. Jesus veio revelar-nos que “o Reino de Deus é um tesouro escondido no campo” pelo qual se vendem todos os bens para conquistá-lo. Mas é preciso se dispor a procurar o tesouro verdadeiro, a buscar de coração e com todas as forças esse “Reino de Deus”. É preciso abrir-se totalmente, despojar-se de tantas quinquilharias que atrapalham a busca e a caminhada. Só assim despojado de tudo o que “não é”, de tudo o que “não preenche a alma completamente”, – livre, de mente e coração abertos – pode-se encontrar o que “verdadeiramente é em plenitude” e que “preenche totalmente o coração e a alma, a vida humana”.
8. O tesouro do Reino de Deus se manifesta no amor a Deus e no amor ao próximo. Amor filial que se expressa no amor fraternal da justiça, da solidariedade, da bondade e da doação da própria vida. Amor que não se apega nem guarda tudo para si, mas que se desapega e descobre o partilhar com todos e o servir.
9. Paulo diz que “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus”. Mas nem tudo é tão simples assim. Faz-se necessário decidir onde está o nosso tesouro e o nosso coração e se estamos dispostos a vender todos os nossos bens (a começar pelo nosso orgulho, pela nossa posição social, nosso “status”, nosso poder de dominação, nosso poder econômico, e outros mais).
10. Se nos abrirmos para Deus descobriremos (como Paulo mostra na carta aos Romanos) que Deus, como um bom empreiteiro, faz todo o necessário para o bem daqueles que o amam, levando a termo a execução de seu “desenho” (= desígnio, Rm 8,28). De antemão conheceu os que queria edificar, como um arquiteto tem um edifício na mente.
- Ele os projetou (“predestinou” – o termo grego proorizein significa “planejar, projetar”), conforme o protótipo que é Jesus mesmo, seu Filho querido, ao qual ele gostaria que todos se assemelhassem.
- E aos que assim planejou, também os escolheu (“chamou”);
- E os “justificou” (qual empreiteiro que verifica sua obra durante a execução, decidindo o que serve e o que não serve),
- E arrematando a obra os “glorificou” (como em certas construções coroando de flores a cumieira da casa nova).
Conhecer – destinar – chamar – justificar – glorificar são as fases do acabamento da obra de arte de Deus, que é o ser humano. O protótipo é Jesus Cristo, o primogênito dos mortos.
11. Este texto nos faz entender o que os teólogos chamam de “predestinação”: não significa que Deus criou uns para serem salvos e os outros para serem condenados. Significa que Deus, como bom empreiteiro, faz tudo o que for preciso para arrematar a salvação naqueles que se dispõem para ela. E como conhece o coração de todos, ele também conhece os que se prestam e se abrem à salvação e os que não se deixam atingir.
12. O que se contrapõe nas leituras de hoje, são, por um lado, as riquezas imediatas e materiais, e por outro, o dom que Deus nos dá. Na hora de escolher, o dom de Deus é que deve prevalecer, e o resto tem que ser descartado, sacrificado, se for preciso.
13. E hoje, qual será o dom de Deus?
Aquilo que queremos ter em nosso poder, aquilo que com tanta insistência agarramos e procuramos segurar? Nossas posses, bens, privilégios de classe, status, etc.?
OU
não será antes a participação na comunhão fraterna, superar o crescente abismo entre ricos e pobres e transformar as estruturas de nossa sociedade, para que todos possam participar da construção do mundo e da História que Deus nos confia? Queremos investir tudo, os nossos bens materiais, culturais, etc., para uma sociedade que encarne melhor a justiça de Deus?
14. Às vezes, a gente preferiria não escolher, para ficar com tudo: a riqueza, o poder, o bem-estar e além disso, Deus … Mas quem não se decide, não se realiza. Optar pelo melhor e renunciar ao menos bom é que nos torna a gente mais gente!. O grande escultor Miguel Ângelo disse que realizava suas obras de arte cortando fora tudo o que havia demais. O que há de “demais” em nossa vida?
15. Deus, artesão perfeito, quer fazer de nós uma obra de arte: conhece o material e tem o projeto em mente, … mas precisa “lapidar”, cortar e jogar fora muita coisa para que se revele “o seu projeto” em nós, à imagem e semelhança de seu Filho Jesus. Se deixarmos Deus agir, certamente surgirá uma obra maravilhosa, digna do céu.
16. A grande descoberta a ser feita – a partir da Palavra de Deus – é que o Reino de Deus é maior e vale mais que tudo! E ele está bem à frente, diante dos olhos! Mas … é só com o coração que se conquista!
prof. Ângelo Vitório Zambon
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1. Somos mergulhados todos os dias a toda hora em problemas materiais, muitas vezes que exigem uma solução imediata. Percebemos o pressionamento da realidade, que nos encurrala, sentimos o bafo da historia, do julgamento dos outros. A tentação é disfarçar, tapear, não enfrentar a realidade, fazer de conta que tudo não passa de um momento e então vivemos arrastando a barriga no chão, concentrando os nossos esforços nos problemas matérias imediatos, esquecendo de refletir sobre as motivações profundas dos nossos atos. E assim, um dia, de repente, acordamos sentindo um grande vazio dentro, uma angustia terrível, um sentimento de traição. Olhamos no espelho e percebemos um sentimento de estranheza, como se o cara na nossa frente fosse alguém de diferente. Deparamos assim, brutalmente, no eterno problema do relacionamento entre externo e interno, espírito e carne, vida espiritual e material. Na nossa vida corriqueira, também entre nossos amigos e parentes, é extremamente difícil encontrar pessoas que vivem a harmonia entre estas duas dimensões. Por isso, antes que seja tarde demais, é bom dar uma olhada um pouco mais atenta às leituras de hoje para aprendermos da Palavra de Deus como é que se vive, sem correr o risco de se esconder, por medo que alguém consiga ver a podridão que está cumulada dentro de nós.
2. “Vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite sem nenhuma paga. Porque gastar dinheiro com outra coisa que não é pão?” (Is. 55,1-2).
É verdade que devemos comer e beber, só que não podemos fazer da nossa vida um eterno banquete! O nosso perigo é conduzir uma vida só concentrada nas preocupações materiais. Existe um alimento no qual vale a pena investir o nosso tempo e as nossas energias, também porque não custa nada, mas exige apenas disponibilidade. Além disso, é um tipo de comida e de bebida que preenche de um jeito a existência, que orienta até a vida material. Quem é acostumado a medir o valor da vida com o dinheiro, terá grande dificuldade a entender isso. Existe todo um mundo desconhecido, que é a vida espiritual, o mundo do Espírito, que se alimenta com algo de espiritual. Precisamos ser introduzidos dentro este caminho, que é o caminho que a Palavra aponta. Além disso, a mesma Palavra não se abre, não se revela no sentido estrito do termo, para as pessoas materiais. Para que o pão da Palavra seja o nosso alimento que fortalece o nosso caminho neste mundo, precisamos de alguém que coloque na boca o pão mastigado, assim como uma mãe faz com os próprios filhos. Existe um tesouro de vida, de amor escondido no pão espiritual da Palavra de Deus, que se torna alimento para todos e todas as pessoas que são conduzidas dentro dela. Por isso a Igreja nos aconselha de ler os grandes Pais da Igreja, ou seja, aquela época de ouro da Igreja aonde as pregações eram encharcadas de Palavra de Deus, e não de opiniões pessoais. Buscar o alimento espiritual para libertar a nossa vida da escravidão da matéria é o sentido da vida espiritual.
3. “Dai-lhes vós mesmo de comer” (Mt. 14,16)
Acho que também este versículo precisa ser interpretado no sentido espiritual. Somos acostumados a fazer uma leitura material do texto que narra a multiplicações dos pães. Sem duvida foi uma ação histórica de Jesus, mas que deve ser colocada dentro o plano de salvação e do projeto do anuncio do Reino de Deus. Então o “dai-lhes vós mesmo de comer” é um mandamento de Jesus que deve ser realizado e que nos envolve em primeira pessoa. Somos nós batizados os novos discípulos aos quais Jesus se dirige pedindo de partilhar o pão da Palavra com as pessoas que encontramos no nosso caminho. Esta deve ser a nossa preocupação, pois se de verdade a palavra de Deus no Evangelho de Jesus salvou a nossa vida do anonimato, do esquecimento, da morte, então faremos de tudo para que as pessoas que encontramos possam receber o alimento que salva. Neste mandamento que Jesus um dia especial colocou para os discípulos, está escondido todo um programa de vida. De fato, como Jesus soube inventar caminhos e meios para anunciar o Reino do seu Pai para a humanidade que encontrou, assim também deve ser por nós. Isso, porém, exige inteligência, atenção, reflexão, empatia, ou seja, capacidade constante de olhar para os outros. É um caminho progressivo, constante, no qual devemos ficar constantemente atentos não apenas com a realidade circunstante, mas também e, talvez sobretudo, com aquilo que o Senhor quer nos mostrar com isso. É interessante observar com que delicadeza Jesus instruiu os seus discípulos na difícil tarefa de continuar o seu trabalho. Jesus mostrou para os discípulos que partilhar a Palavra com as pessoas que o Pai coloca na nossa frente, comporta um constante olhar ao mesmo Pai (“Então ergueu os olhos para o céu”) e para o povo. Isso quer dizer que em qualquer ato de caridade que a Igreja realiza quem recebe deveria enxergar o rosto do Pai. Partilhar o Pão da palavra de Deus não é uma partilha de versículos, mas sim de vida, de amor, de historia. Ergueu os olhos para o céu: em qualquer ação da nossa vida, seja ela qual for, devemos manter vivo e presente este olhar para o céu, para não perdermos o sentido da realidade, ou seja, que tudo vem de Deus e volta para Ele.
4. “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rom. 8,35)
É esta a certeza de quem vive alimentado de Cristo, do seu espírito. Este ano, como sabemos, pela Igreja católica é o ano Paulino. Paulo é sem duvida o discípulo em que a força de Deus se manifestou como coragem, vida, capacidade e vontade de partilhar com todos e todas a salvação de Deus recebida por Jesus por meio do Seu espírito. Meditando as suas cartas, e é isso que a liturgia nos oferece todos os domingos na proclamação da segunda leitura, podemos abastecer a nossa alma daquele alimento que preenche as nossas vida de esperança que nos impulsiona a olhar sempre para frente, sabendo que não existe nada que pode nos atrapalhar, pois Cristo com a sua paixão, morte e ressurreição derrotou o inimigo. É verdade que podemos passar momentos de confusão, aonde percebemos a nossa fraqueza, também porque o mundo não dá sossego para aqueles que esperam só no Senhor. Mas alimentados dele, da sua Palavra, do Seu corpo, vivendo com intensidade a nossa pertença a sua Igreja, sabemos que aquilo que Paulo falava é verdade. A final e conta se Cristo é conosco, dentro de nós, nos nossos olhos, na nossa alma, então quem nos separará do amor de Cristo?
padre Paolo Cugini

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Estou certo de que há um tesouro? 
O Reino dos Céus, disse Jesus, assemelha-se a um homem que encontra um tesouro no campo e vende tudo o que tem para comprar o campo. Faz uma comparação parecida com a do comerciante de pérolas preciosas. Tanto o homem do campo como o comerciante de pérolas preciosas procurava algo. A questão que nos podemos colocar é a seguinte: estamos buscando algo? Acreditamos de verdade que há um tesouro escondido ou uma pérola preciosa? Dito de outra maneira: estamos prontos para vender tudo em troca desse tesouro ou dessa pérola? 
A propósito da nossa sociedade, foi dito muitas vezes que se vive em um tempo de desencanto e desilusão. Se houve um tempo em que acreditávamos que outro mundo era possível, hoje, parece que para muitos a perspectiva se encurtou e pensamos apenas em sobreviver, em como ir levando (a vida). Nada mais. É como se tivéssemos descoberto que não há nada pelo qual valha a pena vender tudo. E, de fato, não estamos dispostos a sacrificar coisa alguma do pouco que temos. Não estamos certos de que haja algum tesouro escondido nem qualquer pérola preciosa. Não estamos certos de que valha a pena lutar pelo Reino dos Céus. Afinal, que Reino é esse? Após anos de luta e de esforços, o que conseguimos? Ficamos decepcionados. Não há nada por que lutar. Deixemos de sonhos! 
Mas Jesus continua propondo um ideal absoluto. Pelo Reino dos Céus vale a pena abandonar tudo. O que é tudo? Tudo é a segurança econômica, o bom nome e as expectativas da família. Abandonar tudo significa viver à maneira de Jesus, tratar de se comportar tal como Jesus faria: ser portadores do amor de Deus para com os pobres e necessitados de toda espécie. Abandonar tudo significa não se guiar pelos critérios egoístas do mundo, deixar de acumular bens e começar a compartilhar, relacionar-se com os demais de forma gratuita e não com um preço estipulado. Para abandonar tudo não é preciso abandonar materialmente a família e ingressar em um convento. Pode-se continuar no mesmo trabalho e permanecer morando na mesma casa. A diferença está em guiar-se pelos critérios do Evangelho para viver. Então, começa-se a ser cidadão do Reino. Adquire-se, assim, uma nova identidade: a de filho/filha de Deus Pai e irmãos, em Jesus, de todos os homens e mulheres. 
Para chegar nesse ponto é necessário acreditar firmemente que há um tesouro e que ele é o melhor que podemos encontrar na vida, que por esse tesouro vale a pena deixar tudo mais. Deus nos dê discernimento e sabedoria tal como a Salomão para conhecermos o que é justo e o que é bom. 
O que mais valorizo na minha vida? Do que é feito o meu tesouro? E o Evangelho o meu verdadeiro tesouro? O que mais me custa deixar para seguir Jesus?
Victor Hugo Oliveira
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Jesus fala do valor absoluto do Reino dos Céus. Ele nos projeta para a totalidade do Reino que acontece aqui neste mundo e se plenifica no mundo futuro, na eternidade de Deus. E Ele nos diz que não há nada que valha mais do que o Reino dos Céus. Quem é sábio deixa tudo para possuir o Reino ou para estar nele e fazer parte dele. Neste sentido, o Reino se identifica com o próprio Deus. É a Ele, e somente Ele, a quem amamos sobre todas as coisas. Assim está escrito: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua força e de toda a tua mente; e ao teu próximo como a ti mesmo”. É n’Ele em quem depositamos a nossa fé e a nossa esperança.
São Paulo escreve aos romanos que “aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho”. De fato, é um dom de Deus perceber o valor do Reino e entregar-se ao Absoluto de Deus. É exatamente nisso que os santos são diferentes. Eles veem o que os olhos da carne não podem ver e se alegram. São por isso capazes de se entregar ao amor do próximo sem medir sacrifícios. Alguém disse à madre Teresa de Calcutá que não faria o que ela fazia por nada deste mundo. E ela respondeu: “Nem eu!”.
Ela não trabalhava para obter algum benefício deste mundo. Ela trabalhava pelo Reino.
A separação entre bons e maus no fim dos tempos na parábola da rede e dos peixes aponta para o juízo final. É assim que devemos acreditar, que Deus fará justiça a seus servos. No entanto, os peixes foram separados de acordo com o critério do pescador. A separação final será feita de acordo com os critérios de Deus.
Mt. 13,44-52 – Jesus faz duas comparações para mostrar o valor absoluto do Reino dos Céus. A primeira é a do tesouro escondido num campo. Alguém o encontra e vende tudo o que tem para comprar o campo onde está o tesouro. A segunda é a da pérola de grande valor. Quem a encontra vende tudo o que tem para poder adquiri-la. Jesus conta ainda uma terceira parábola sobre o fim dos tempos, quando os anjos vão separar os maus dos justos. A rede lançada ao mar apanha peixes de todo tipo. Eles são separados e o pescador fica com os que ele considera bons. Os outros são jogados fora.
1Rs. 3,5.7-12 – Deus permite que o rei Salomão lhe peça o que quiser. Salomão se revela um homem cheio de sabedoria e pede a Deus um coração compreensivo, capaz de discernir entre o bem e o mal para poder governar bem o seu povo. Ele poderia ter pedido muita riqueza e muitos anos de vida para poder desfrutá-las, além da morte dos seus inimigos. Ao contrário, ele pediu sabedoria para praticar a justiça. Deus gostou do pedido de Salomão e lhe concedeu o que ele queria.
Sl. 118 (119) – O Salmista sabe que a Palavra de Deus ilumina a vida e dá sabedoria aos pequeninos, por isso ele não deseja para si mesmo milhões em ouro e prata, e sim observar a Palavra de Deus e seguir seus mandamentos.
Rm. 8,28-30 – Não devemos ter medo de escolher o que Deus quer porque tudo contribui para o bem dos que amam a Deus. Se nossa opção de vida é fazer a vontade de Deus e estar em sintonia com Ele, tudo o que nos acontece contribui para o nosso bem. Nada é negativo em nossa vida.
cônego Celso Pedro da Silva


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